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Renováveis em Portugal entre os momentos mais importantes de 2016 para o Guardian

Portugal funcionou durante quatro dias consecutivos em Maio à base de chuva e vento. E o feito das renováveis portuguesas não passou despercebido a nível internacional.

Foi há 10 anos que a EDP entrou no seu maior mercado eólico e anunciou a criação da EDP Renováveis, que hoje vale 37% do EBITDA da eléctrica. Este ano lançou uma OPA para controlar a sua subsidiária a 100%.
Bloomberg
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 21 de Dezembro de 2016 às 16:15
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Portugal esteve quatro dias a funcionar com electricidade produzida unicamente a partir de energias renováveis. Foram 107 horas com o país a trabalhar somente à base de chuva e de vento, sem carvão ou gás natural.

O feito alcançado em Portugal teve repercussão na imprensa internacional na altura. Agora, chegado o momento de fazer o balanço do ano que termina, o evento não foi esquecido.

O The Guardian elegeu-o mesmo como um dos 12 momentos chave na área da ciência no ano de 2016, com as escolhas do jornal britânico a serem feita por um painel de peritos.

Neste caso, as renováveis portuguesas foram escolhidas pelo professor da University College London, Mark Miodownik.

"O ponto alto do ano para mim foi o anúncio por Portugal de que todo o consumo eléctrico do país tinha sido fornecido por renováveis durante quatro dias consecutivos", escreveu o professor no jornal.

"Afastarmo-nos dos combustíveis fósseis para a energia renovável é certamente o maior desafio cientifício e de engenharia da nossa era."

O professor sublinha que o carvão e o petróleo foram essenciais para criar um "mundo moderno de energia barata, muita comida, bens de consumo e férias no sol".

"Mas se queremos que as nossa crianças tenham isso tudo, então temos de deixar os combustíveis fósseis para trás", destaca Mark Miodownik.

"O feito alcançado em Portugal dá aos governos e às empresas de energia um exemplo concreto de como é que as renováveis podem funcionar, e porque é que devem investir em energia solar, eólica e das ondas", conclui o professor universitário.
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