Energia Shell e Total vão regressar a Portugal com um mercado estagnado, alerta APETRO

Shell e Total vão regressar a Portugal com um mercado estagnado, alerta APETRO

O sector de combustíveis vai ganhar dois novos actores no próximo ano, mas as petrolíferas que já operam no mercado avisam que o mercado está parado, sem margem para crescer.
Shell e Total vão regressar a Portugal com um mercado estagnado, alerta APETRO
bruno simão
André Cabrita-Mendes 30 de novembro de 2016 às 16:22

As grandes petrolíferas a operar em Portugal vão ganhar dois novos concorrentes em 2017. A francesa Total e a anglo-holandesa Shell vão regressar ao mercado português, depois de terem vendido as suas redes e saído de Portugal anteriormente. 

 

Analisando o actual estado do mercado de combustíveis, a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO) aponta que "o mercado quer dos combustíveis líquidos, quer do gás engarrafado, está em retracção". Recorde-se que o mercado de gás engarrafado também vai ganhar novos actores em 2017, com a chegada da Cepsa e da DISA.

 

"O mercado é cada vez mais pequenino, isso não significa que não possa haver mais ‘players’, mas é muito mais fácil num mercado em expansão, em crescimento, aparecerem novos ‘players’, do que num mercado que, no mínimo ou no máximo, estará estagnado, nunca terá grande potencial de crescimento", observou o presidente da APETRO, António Comprido.

 

As declarações do responsável tiveram lugar à margem do Encontro Anual da Associação Portuguesa de Empresas de Gás Natural (AGN) que decorreu esta quarta-feira, 30 de Novembro, em Lisboa.

 

"Os veículos são cada vez mais eficientes, há outras fontes de energia - gás natural, electricidade, biocombustíveis -, nós não vamos ter mais carros por habitante, portanto, não é um mercado muito promissor em ter", resumiu.

 

A APETRO representa as maiores empresas do sector a operar em Portugal, como a Galp, Shell, BP, Cepsa, a Prio ou a Oz. António Comprido diz que a APETRO ficaria "muito feliz" com a entrada da Shell e da Total pois seria um "selo de qualidade e de maior concorrência".

 

Contudo, questiona como é que a acontecer a entrada da Shell e da Total num mercado que se encontra estagnado. "Mas qual é a dimensão desta entrada? É uma volta em força da Shell e da Total que há uns anos venderam as suas operações em Portugal? Vão recomprar? Nós já temos das redes de postos de combustível mais densas da Europa. Vamos desatar a construir mais postos? Vai ser por aquisição dos "players" já existentes?".

 

"Isto é uma questão de racionalidade económica, não quero acreditar que quer a Shell, quer a Total, não se vão reger por princípios de racionalidade económica, os investimentos acontecerão se houver espaço para eles e se forem interessantes", analisou o líder da APETRO.




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