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Família mais rica de Hong Kong perde 8 mil milhões em 12 meses

Talvez seja o pior momento para se ser dono da maior promotora do mercado imobiliário mais caro do mundo.

Bloomberg 08 de Agosto de 2020 às 20:00
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Basta perguntar aos Kwok. A fortuna da família por trás do maior império imobiliário de Hong Kong encolheu quase 8 mil milhões de dólares nos últimos 12 meses, a maior queda entre os clãs asiáticos no ranking da Bloomberg das dinastias mais ricas do mundo.

Abaladas pela pior crise política e económica de Hong Kong desde pelo menos 1997, as ações da Sun Hung Kai Properties, controlada pela família Kwok, são agora negociadas por menos da metade do valor dos ativos líquidos da empresa.

A onda vendedora é mais do que apenas uma má notícia para a família mais rica de Hong Kong, cuja fortuna soma 30 mil milhões de dólares. Também reflete uma perspetiva preocupante para a região como um todo.

Com o seu portefólio de torres de escritórios, hotéis, centros comerciais e blocos de apartamentos, a Sun Hung Kai apoiou-se no sucesso de Hong Kong. O desempenho negativo das ações - especialmente numa altura de avaliações globais em alta - aponta para a crescente preocupação dos investidores de que a evolução positiva do centro financeiro terminou com o maior controlo da China sobre a cidade.

"O valor a longo prazo desses ativos está ligado a Hong Kong e à integração de Hong Kong à China", disse Gilles Hilary, professor da McDonough School of Business da Universidade Georgetown, referindo-se às promotoras imobiliárias da cidade como um grupo. "O crescimento no futuro não será tão alto como no passado."

Em resposta por email a perguntas da Bloomberg News, a Sun Hung Kai disse que continua focada em Hong Kong e desempenha um papel fundamental no apoio ao papel da cidade como centro financeiro.

"O grupo manterá o seu foco em Hong Kong no futuro, pois tem total confiança no princípio um país, dois sistemas", disse a Sun Hung Kai. A empresa possui cerca de 80% dos seus ativos na cidade e o restante na China continental.

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