Efacec ganha contrato de centenas de milhões de euros em França
Nacionalizada em 2020 e comprada ao Estado pelo fundo alemão Mutares há cerca de dois anos e meio, por 15 milhões de euros, a Efacec, que chegou ao final do ano passado com cerca de 1.600 trabalhadores, ganhou músculo financeiro e tem vindo a firmar grandes contratos internacionais
Desta vez, a empresa sediada em Leça do Balio, Matosinhos, “assegurou dois contratos-quadro plurianuais com a Enedis, o principal operador da rede de distribuição elétrica (DSO) em França, cujo valor acumulado poderá ascender a várias centenas de milhões de euros”, anunciou a Efacec, em comunicado.
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O âmbito dos contratos, explica a empresa, “inclui o fornecimento de transformadores de potência e aparelhagem de média tensão, apoiando a modernização da rede em França continental e nos territórios ultramarinos franceses (DOM-TOM)”.
A Efacec irá fornecer equipamentos desenvolvidos “para responder aos exigentes requisitos técnicos e ambientais da Enedis, assegurando um desempenho fiável em diferentes contextos operacionais, desde centros urbanos densamente povoados até redes insulares remotas”, afiança a empresa nortenha.
Um dos principais destaques destes contratos “é a implementação de aparelhagem de média tensão isenta de gases fluorados, contribuindo para a ambição da Enedis de reduzir a pegada ambiental das suas infraestruturas e acelerar a transição para um sistema energético de baixo carbono”, realça a empresa que tem o alemão Christian Klingler como chairman e o português Michael Barroso da Silva como CEO.
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“Estes contratos reforçam a posição da Efacec como um ‘player’ europeu de referência, desenvolvendo soluções eficientes e de menor impacto ambiental, alinhadas com as mais recentes normas europeias e com os princípios do Manifesto de Bilbau: ‘Made in Europe, Made for Europe’”, enfatiza a Efacec.
No verão de 2020, o Governo liderado por António Costa avançou com a nacionalização da Efacec, resgatando a companhia nortenha anteriormente detida pela empresária angolana Isabel dos Santos, com a justificação da necessidade de “viabilizar a continuidade da empresa, garantindo a estabilidade do seu valor financeiro e operacional e permitindo a salvaguarda dos cerca de 2.500 postos de trabalho”.
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Acontece que, em setembro de 2024, menos de um ano depois de a Efacec ter sido comprada pelo fundo alemão Mutares por 15 milhões de euros, uma auditoria do Tribunal de Contas considerou que a nacionalização foi realizada sem fundamentação e a reprivatização “culminou no financiamento público de 484 milhões de euros, havendo o risco de subir até aos 564 milhões de euros” face a responsabilidades contingentes.
Mais: com o acionista maioritário Estado aos comandos da empresa, a Efacec perdeu cerca de 600 trabalhadores, tendo passado para o domínio da Mutares com pouco mais de 1.900.
No final do ano passado, num vídeo de divulgação publicado no LinkedIn, o CEO da Efacec disse que liderava uma equipa que “ronda os 1.600” trabalhadores.
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Notícia atualizada às 09:03
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