“Um benefício a três anos para um investimento imobiliário faz muito pouco sentido”
O novo pacote fiscal para a habitação reduz para 5% imposto cobrado no IRS dos ganhos com fundos de investimento que venham de arrendamento acessível, mas o setor considera que é insuficiente. Em entrevista ao Negócios, João Pratas, presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), critica ainda que as medidas terminem em 2029.
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Acaba de chegar ao parlamento o pacote fiscal na habitação que prevê um imposto reduzido para os ganhos nos fundos que invistam em habitação acessível. Espera que esta alteração seja um “game changer” para o setor?
Nós temos um problema em Portugal: precisamos de habitação acessível. Mas a equação é difícil, porque a habitação acessível tem de ser colocada no mercado abaixo do valor do mercado, nos 80%, talvez, de rendibilidade. Neste momento, com os custos da construção, com as problemas das leis do arrendamento e judiciais de despejo… Há uma série de constrangimentos que tornam muito difícil a entrada de um ‘player’ que esteja a pensar em rendibilidade.