Gráfica que faliu com dívidas de 119 milhões vai hoje a leilão por 4,7 milhões
Em 2013, a gráfica Sogapal, detida por Manuel Cruz e onde eram impressos o extinto “Diário Económico”, “Sol” e “i”, sendo que este último jornal era detido pelo proprietário da gráfica situada em Queluz de Baixo, Barcarena, entregava o seu destino nas mãos dos credores.
Após ter fechado 2012 com vendas de 28,7 milhões de euros, menos 10 milhões do que no ano anterior e inferior em 20 milhões ao registado dois anos antes, a Sogapal – Sociedade Gráfica de Paiã requereu um Processo Especial de Revitalização (PER) com dívidas de 136 milhões de euros, dos quais 86 milhões eram detidos pelo Banco Espírito Santos (BES), que viria a colapsar no ano seguinte.
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Desde então que se encontrava em situação económica difícil, tendo em 2016 apresentado outro PER com vista a uma nova reestruturação dos créditos, mas sem sucesso.
Resultado: em plena pandemia de covid-19, o Novo Banco requereu a insolvência da Sogapal, “que não cumpriu o referido plano [PER] nos precisos termos em que se tinha obrigado, encontrando-se, assim, em situação de incumprimento do mesmo”, tendo a mesma sido decretada pelo tribunal, atirando para o desemprego 73 trabalhadores.
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Na “impossibilidade de apresentar um plano de insolvência exequível”, a Sogapal seguiu para liquidação com dívidas atreladas de 119 milhões de euros a 106 credores, com o Novo Banco à cabeça, com 84 milhões de euros a haver.
O Estado surge na lista de credores com 12 milhões de euros, dos quais 7,5 milhões à Segurança Social, 3,8 milhões à Caixa Geral de Depósitos (CGD) e 641 mil euros ao Fisco.
Em sede de liquidação dos ativos, as instalações fabris da Sogapal vão a leilão esta terça-feira, 17 de março, pelo valor global de pouco mais de 4,7 milhões de euros.
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Além do imóvel, o leilão inclui máquinas, equipamentos industriais, meios de movimentação de cargas, mobiliário e equipamento informático.
O ativo em causa corresponde a um prédio urbano destinado a armazéns e atividade industrial, composto por armazéns de dois pisos e anexos, com uma área total de 8.792,98 metros quadrados.
Se o perímetro global não receber ofertas, o leilão prosseguirá com a colocação do imóvel pelo valor de 3.629.150 euros, bens móveis apreendidos a favor da massa insolvente por 218.339,27 euros e venda dos bens de terceiros individualmente.
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