Lucros da Alcoa no segundo trimestre ficam acima do estimado
Como já é habitual, foi a Alcoa que deu o pontapé de saída da nova época de apresentação de resultados nos Estados Unidos. A maior produtora norte-americana de alumínio, que vai dividir-se em duas empresas independentes, anunciou um lucro por acção (excluindo itens extraordinários) de 15 cêntimos, contra a média de 9 cêntimos projectada pelos 12 analistas inquiridos pela Bloomberg.
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A empresa, que encerrou a sessão regular de segunda-feira a valorizar 3,3% para 10,14 dólares, segue a ganhar terreno na negociação "after hours" (+3,7% para 10,52 dólares), animada com estes resultados, apesar de o volume de negócios ter diminuído.
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As vendas no segundo trimestre caíram 10% para 5,3 mil milhões de dólares, devido sobretudo à descida dos preços do alumínio nos mercados de futuros.
Entre Abril e Junho, o alumínio para entrega a três meses caiu 11% no mercado londrino de metais (LME) face ao mesmo período de 2015, atingindo uma média de 1.583 dólares por tonelada.
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O CEO da Alcoa, Klaus Kleinfeld, está a fazer uma grande aposta no futuro da empresa em torno das componentes para aviões e automóveis, o que agradou aos investidores.
O segmento de soluções e produtos de engenharia – que abrangerá a maior unidade de manufactura da empresa depois de se autonomizar face à herança dos activos mineiros e da fundição – contribuiu para o aumento dos lucros da Alcoa no segundo trimestre, o que contrabalançou com a pressão negativa exercida pela queda dos preços do metal industrial.
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Com itens extraordinários, os lucros da companhia sedeada em Nova Iorque diminuíram no segundo trimestre para 135 milhões de dólares (140 milhões um ano antes), sendo que o lucro por acção foi de 9 cêntimos (contra 10 cêntimos entre Abril de Junho de 2015).
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