Brincadeira de 1 de Abril leva dona dos chocolates Godiva a afundar em bolsa
A duas semanas do referendo constitucional na Turquia, um anúncio de um gigante alimentar incendiou as redes sociais por, de acordo com o regime de Erdogan, incitar a um novo golpe de Estado. A empresa nega.
O valor das acções da maior empresa alimentar turca, a Ülker Biskuvi dona da marca de bolachas McVities e dos chocolates Godiva entre outras, chegou a cair quase 5% em bolsa esta segunda-feira, 3 de Abril, depois de uma sua campanha publicitária ter sido alvo de uma investigação por alegadamente promover um novo golpe de Estado contra o regime turco. De acordo com o Financial Times, em causa está um anúncio difundido a 31 de Março, véspera de 1 de Abril, instituído como dia das mentiras, com frases como "Chegou o dia 1 de Abril, o dia do acerto de contas aproxima-se" ou "Dia 1 de Abril está a chegar, vão acontecer coisas estranhas" e que consistia em partidas pregadas entre irmãos como forma de se vingarem. Os lemas da campanha foram no entanto interpretados por um deputado do partido do presidente Recep Tayyip Erdogan (na foto) como uma tentativa de "manipular a psicologia de 80 milhões de pessoas. Esta nação não esquece nem esquecerá a noite do golpe," afirmou Metin Külünk a uma cadeia de televisão, referindo-se ao golpe de Estado falhado de Julho de 2016. A empresa, detida por Murat Ülker - cujo nome foi envolvido em rumores que o associavam ao golpe falhado - fala de "campanha de difamação" em torno da interpretação feita do anúncio e que levou mesmo apoiantes de Erdogan a cercarem a casa de Murat em Istambul. As acções da companhia já estiveram a perder 4,71% e recuam 2,82% na sessão desta segunda-feira. De acordo com o meio Yeni Asir, a procuradoria-geral turca abriu uma investigação ao anúncio. Já o jornal turco Hurriyet diz que a Ülker vai recorrer aos tribunais para proteger as suas marcas da polémica causada, responsabilizando a "manipulação" feita do anúncio nas redes sociais, retirando o anúncio "do contexto" através do acrescento de mensagens. "O significado do anúncio que foi difundido no dia das mentiras foi interpretado de forma diferente com más intenções. (...) O anúncio é sobre concorrência amigável entre membros da família, particularmente irmãos e irmãs," justificou-se a empresa em comunicado citado pelo FT. A polémica surge a duas semanas da realização de um referendo que poderá dar poderes constitucionais acrescidos a Tayyip Erdogan.
De acordo com o Financial Times, em causa está um anúncio difundido a 31 de Março, véspera de 1 de Abril, instituído como dia das mentiras, com frases como "Chegou o dia 1 de Abril, o dia do acerto de contas aproxima-se" ou "Dia 1 de Abril está a chegar, vão acontecer coisas estranhas" e que consistia em partidas pregadas entre irmãos como forma de se vingarem.
A empresa, detida por Murat Ülker - cujo nome foi envolvido em rumores que o associavam ao golpe falhado - fala de "campanha de difamação" em torno da interpretação feita do anúncio e que levou mesmo apoiantes de Erdogan a cercarem a casa de Murat em Istambul. As acções da companhia já estiveram a perder 4,71% e recuam 2,82% na sessão desta segunda-feira.
De acordo com o meio Yeni Asir, a procuradoria-geral turca abriu uma investigação ao anúncio. Já o jornal turco Hurriyet diz que a Ülker vai recorrer aos tribunais para proteger as suas marcas da polémica causada, responsabilizando a "manipulação" feita do anúncio nas redes sociais, retirando o anúncio "do contexto" através do acrescento de mensagens.
"O significado do anúncio que foi difundido no dia das mentiras foi interpretado de forma diferente com más intenções. (...) O anúncio é sobre concorrência amigável entre membros da família, particularmente irmãos e irmãs," justificou-se a empresa em comunicado citado pelo FT.