Governo dá luz verde a investimento de 36 milhões na fábrica da Renova
Com este investimento, a empresa presidida por Paulo Pereira da Silva espera aumentar o volume de negócios para 143,7 milhões de euros em 2021.
A fábrica da Renova em Torres Novas vai ser alvo de um investimento com o objectivo de aumentar a capacidade de produção da unidade.
São 36,3 milhões de euros para comprar uma nova máquina de papel com capacidade para produzir 32 mil toneladas por ano. O investimento vai também servir para construir o edifício destinado à sua instalação.
O investimento foi celebrado pelo Governo e a AICEP com a Renova, segundo o despacho publicado esta segunda-feira, 10 de Outubro, em Diário da República.
Em relação ao número de postos de trabalho, o projecto vai criar cinco postos de trabalho altamente qualificados, numa "região de baixa densidade populacional e de indicadores de riqueza inferiores à média nacional", para além da requalificação de três postos de trabalho já existentes.
Com este investimento, a empresa presidida por Paulo Pereira da Silva espera aumentar o volume de negócios para 143,7 milhões de euros em 2021, com as exportações a crescerem para 60,1 milhões.
"A nova máquina de papel permite a utilização, pela primeira vez a nível nacional e europeu, de um novo processo de produção de papel tissue, que não só é mais eficiente como proporciona assinaláveis vantagens em termos de qualidade e de economia de matérias-primas e de energia", pode-se ler no documento assinado pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.
A marca portuguesa vai assim conseguir com este processo produtivo "obter um produto com espessura e capacidade de absorção de água superior aos produtos fabricados com recurso à tecnologia convencional, assim como a introdução de novos produtos premium".
Com este aumento de produção, a Renova vai instalar em França "uma unidade de transformação de papel tissue com forte potencial de expansão futura e uma capacidade adequada ao volume de vendas nos mercados da Bélgica, da França, do Luxemburgo e dos Países Baixos, que ronda as oito mil toneladas por ano, o equivalente a 10% das vendas totais do grupo".
Estes investimentos vão permitir à Renova "centralizar em Portugal a sua produção de papel em bobine, reduzindo o preço de transporte, reforçar o seu posicionamento diferenciado e único e aumentar a sua dimensão face às grandes empresas existentes no sector a nível mundial".