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Controlinveste não avançará com mais despedimentos colectivos

O presidente executivo da Controlinveste Conteúdos, Victor Ribeiro, garantiu esta terça-feira que o grupo não vai avançar com mais despedimentos colectivos e adiantou que o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias vão ser alvo de uma reformatação.

Lusa 09 de Setembro de 2014 às 16:57
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"Não temos no horizonte nenhum adicional despedimento colectivo, agora o que podemos fazer é pequenas afinações, até porque há pessoas que se voluntariam", disse aos jornalistas o presidente da Controlinveste Conteúdos, proprietária dos jornais Diário de Notícias (DN), Jornal de Notícias (JN), O Jogo e rádio TSF, entre outros.

 

Victor Ribeiro falava após a apresentação da nova grelha da TSF, que hoje decorreu na Fundação Portuguesa das Comunicações, onde o responsável desvendou um pouco da nova estratégia do grupo.

 

Questionado sobre eventuais novas rescisões, o presidente executivo da Controlinveste Conteúdos reforçou: "Em massa já não, assim já estaríamos a danificar os nossos produtos, uma coisa é racionalizar, outra é exagerar".

 

Quanto ao despedimento colectivo de 140 pessoas, das quais cerca de 60 são jornalistas, Victor Ribeiro afirmou que está "a seguir o curso normal", informando que os pagamentos ainda não foram feitos, tendo em conta que a lei especifica prazos que têm de ser cumpridos e que têm de ser adoptadas decisões por determinadas entidades.

 

"Vai ser esta época de Setembro e Outubro em que as coisas vão, de facto, acontecer em respeito absoluto pelos prazos legais e pelas decisões da autoridade do trabalho, entre outras", disse, sublinhando que o despedimento colectivo não é nada de que o grupo se orgulhe, mas é necessário.

 

A somar ao despedimento dos 140 trabalhadores, foram feitas 20 rescisões amigáveis, tendo os trabalhadores já saído do grupo.

 

Em Junho, a administração da Controlinveste Conteúdos divulgou em comunicado ter dado início ao processo de corte de custos com efeitos imediatos e explicou que, além da reestruturação de pessoal em curso, tinham sido "identificadas algumas rubricas que permitirão uma poupança de 5,5 milhões de euros equivalentes anuais".

 

Hoje, Victor Ribeiro adiantou que "as poupanças já foram conseguidas" e "andarão próximas dos 4 a 5 milhões de euros".

 

Victor Ribeiro adiantou que a Controlinveste Conteúdos tem uma estratégia que assenta em três grandes pilares: o crescimento rentável, sendo que o grupo quer crescer no mercado português mas vai também apostar no mercado da Lusofonia, a inovação e a qualidade dos produtos e a eficiência operacional, "conhecida como racionalização de custos e redução do endividamento".

 

Sobre a aposta na lusofonia, o responsável não adiantou mais pormenores, mas avançou que vai fazer uma "reformatação" do segmento-alvo do DN e do JN, sem acrescentar pormenores, já que "ainda não é o momento para falar" e que "a nova equipa e direcção têm uma palavra importante a dizer".

 

"Vamos fazer estudos detalhados para refocalizar o DN e o JN melhor ainda na sua audiência, fazer crescer audiências e a circulação. Queremos tornar os nossos produtos melhores e investir mais no seu crescimento", frisou, acrescentando apenas que "os accionistas estão a estudar vários cenários de crescimento".

 

Durante a sua intervenção na apresentação da nova grelha da TSF, o responsável afirmou que "os títulos vão ser mais focados, atractivos e irresistíveis".

 

O grupo vai ainda fazer uma aposta no digital que, por um lado, permita melhorar a oferta corrente, ou seja, os 'sites', e, por outro lado, mais a prazo está a pensar num novo modelo de negócio digital que seja mais rentável.

 

Os pormenores ficaram por saber, nomeadamente no que diz respeito a uma eventual mudança de imagem ou a futuros conteúdos pagos.

 

Quanto à nova direcção do JN, o responsável nada disse e remeteu para daqui a "duas ou quatro semanas" a divulgação dos nomes da nova equipa.

 

Questionado sobre a estratégia para a agência Lusa, onde o grupo detém 23%, Victor Ribeiro afirmou: "Não há nada previsto no horizonte, não está prevista alteração de coisa nenhuma".

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