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Substituir TV por serviços streaming não faz parte dos planos dos portugueses

Apesar de 57% dos portugueses admitir assistir a programação "on demand", 87% não tem intenção de substituir o serviço de TV tradicional por plataformas online, segundo um estudo da Nielsen.

Miguel Baltazar/Negócios
22 de Março de 2016 às 16:57

Apesar das plataformas de "streaming" de vídeo, como o Netflix, terem cativado os portugueses, os serviços de televisão por cabo vão continuar a ter o seu espaço, segundo as conclusões de um estudo elaborado pela Nielsen.

De acordo com o estudo, realizado em 61 países a utilizadores de internet e não no total da população, 57% dos portugueses admite assistir a programação "vídeo-on-demand" através da TV, computador ou outros dispositivos. No entanto, 87% afirmaram que não têm intenção de substituir o actual serviço de televisão por cabo a que subscrevem por opções online.

O consumo de programas através das ofertas dos operadores de cabo continua a ter bastante destaque em território nacional, com 63% dos inquiridos a afirmar assistir a conteúdos através da TV tradicional, uma percentagem bastante superior à média europeia, que se situou em 44%.

Quanto à adesão de serviços "vídeo-on-demand", do total de portugueses que participaram no inquérito 24% utilizam estas plataformas uma a duas vezes por semana, 20% assiste três a seis vezes por semana e 15% uma vez por dia. Números bastante semelhantes a outros países da Europa, como a Eslováquia e a Áustria.

Já a Ucrânia e a Rússia são os países campeões na utilização de serviços streaming, com 40% e 31%, respectivamente, a admitir assistir a este tipo de programação mais do que uma vez por dia.

O computador é o equipamento mais utilizado pelos portugueses para assistir a conteúdos online (87%), seguindo-se os telemóveis e tablets com 44% e 40%, respectivamente.

No que toca ao tipo de programação mais procurada, os filmes lideram as escolhas dos portugueses (com 80%), seguindo-se as séries televisivas (59%), sendo os documentários (38%) e o desporto (34%) outras das opções mais procuradas.

Para os consumidores portugueses a principal vantagem de assistir a programação video-on-demand "está essencialmente no facto de poderem assistir aos programas em qualquer momento e de acordo com a sua disponibilidade (40%)", lê-se no mesmo documento. No entanto, 28% admitem gostar mais de assistir aos programas num ecrã de grande dimensão em detrimento dos dispositivos móveis. Já 24% dos inquiridos referiram ainda, como vantagens, o facto de poderem assistir a vários episódios de uma só vez.

Do outro lado da balança, a publicidade lidera as desvantagens. Apesar da publicidade ser uma realidade à qual já se habituaram os adeptos da televisão tradicional, "nos serviços "video-on-demand"é algo que os consumidores portugueses gostariam de conseguir bloquear (37%), referindo mesmo que muitos dos anúncios são referentes a produtos que não lhes interessa (29%)".

Além disso, consideram que a publicidade online é uma forma de distracção (23%).

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