O Negócios pergunta. Descida do IVA da restauração divide leitores
Há uma semana, o Negócios perguntou aos leitores sobre as declarações de Miranda Sarmento sobre a descida do IVA da restauração em 2016. Depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter criticado a medida, o ministro das Finanças concordou e afirmou que se tratou de "um erro crasso". Mas quando questionado sobre porque não propõe reverter a medida, Joaquim Miranda Sarmento passou a bola ao Parlamento.
Lembrando que a redução do IVA da restauração foi decidida há dez anos, no anterior governo socialista, e que custa cerca de mil milhões de euros por ano, Joaquim Miranda Sarmento defendeu que a medida "está errada". Tendo sido tomada numa altura em que a economia estava a recuperar e o setor beneficiava disso, o ministro considerou que reduzir o imposto sobre o setor foi "altamente populista". "É um erro crasso de política económica a orçamental", defendeu.
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Para o FMI, o problema é sobretudo de equidade. “As isenções e taxas reduzidas de IVA não são bem direcionadas e frequentemente beneficiam as famílias de maiores rendimentos (por exemplo, as taxas reduzidas de hotéis e restaurantes). Devem ser eliminadas”, diz taxativamente nas recomendações ao Governo deixadas na semana passada, após uma visita técnica a Portugal no âmbito das consultas regulares do chamado Artigo IV.
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No canal de WhatsApp do Negócios, os leitores mostraram-se divididos sobre esta questão. Entre as respostas obtidas, 47 inquiridos concordam totalmente que a medida foi "um erro crasso" como diz o ministro das Finanças, enquanto 54 discordam totalmente dessa afirmação. Contudo, no total, são mais os leitores que discordam de Miranda Sarmento (75) do que aqueles que concordam (52). Há ainda 13 inquiridos sem opinião sobre o assunto.
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