Start-ups Depois dos problemas, Uber lança ofensiva para limpar imagem

Depois dos problemas, Uber lança ofensiva para limpar imagem

Nos últimos meses, problema atrás de problema na Uber tem feito correr muita tinta. A start-up mais valiosa do mundo está determinada a pôr um ponto final nestas questões e quer mudar a cultura da empresa.
Depois dos problemas, Uber lança ofensiva para limpar imagem
Reuters
Ana Laranjeiro 22 de março de 2017 às 11:37

Para a Uber, este primeiro trimestre de 2017 tem sido marcado pela controvérsia. Nestes três meses, surgiram alegações de assédio sexual na empresa, foi criada uma hashtag na rede social Twitter, o #DeleteUber, que custou à start-up 200 mil utilizadores depois de ter alegadamente boicotado uma greve de taxistas contra a proibição da entrada de cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos, instaurada por Donald Trump nos primeiros dias do seu mandato. E o último episódio foi a renúncia do presidente da companhia, Jeff Jones.


Perante este cenário, a Uber, considerada como a start-up mais valiosa do mundo, decidiu tentar mudar a sua imagem e marcou para esta terça-feira, 21 de Março, uma conference call com a imprensa norte-americana, avançam os meios locais. Travis Kalanick, CEO da Uber, não esteve presente.


Arianna Huffington, membro do Conselho de Administração da Uber, apressou-se a esclarecer que a empresa continua à procura de um director de operações (COO na sigla em inglês), um objectivo traçado após o surgimento de um vídeo em que Travis Kalanick foi filmado numa discussão muito acesa com um condutor da sua própria empresa, que se queixou ao patrão das suas condições de trabalho.

Liane Hornsey, vice-presidente sénior para a área de recursos humanos, acrescentou, citada pela Bloomberg, que o CEO esteve ontem a entrevistar candidatos ao lugar de director de operações. A agência avançou ontem também, que Kalanick aconselhou-se, neste tema, com Mark Zuckerberg e Sheryl Sandberg do Facebook, e com Meg Whitman da Hewlett-Packard Enterprise.

Arianna Huffington, de acordo com o The New York Times, assegurou ainda que a empresa está a reformar o seu departamento de recursos humanos e está a trabalhar para melhorar o relacionamento com os condutores. Além disso, a Uber pretende divulgar um relatório sobre a diversidade da sua força de trabalho, no final deste mês. A investigação à cultura no local de trabalho deve estar concluída no final do próximo mês.

"A administração tem confiança no Travis [Kalanick] e estamos a prosseguir com a procura por um COO", afirmou. "Colocando [a questão] de uma forma simples, as mudanças começam no topo". Questionada se Kalanick estava disponível para abandonar a liderança da start-up se isso lhe fosse pedido, Huffington respondeu que a empresa não debateu essa situação "hipotética". "É claro que tanto a Uber como toda a indústria de partilha de viagens não estaria onde está sem Travis", afirmou, citada pelo jornal.

A Bloomberg acrescenta que Arianna Huffington disse que a Uber vai começar por melhorar o seu ambiente eliminando "os idiotas brilhantes". Liane Hornsey, em relação a este problema, optou por salientar que pode dever-se ao "culto do individual". Por isso, a companhia está a treinar os seus funcionários para assegurar que "o individual nunca é mais importante do que a equipa – nunca".


Apesar dos problemas que a empresa têm enfrentado, Rachel Holt, responsável pelo negócio nos Estados Unidos e Canadá, assinalou na conference call que a empresa continua saudável. "No nosso mercado mais maduro, crescemos mais rápido nas primeiras dez semanas de 2017 do que nas primeiras 10 semanas de 2016", referiu citada pelo New York Times.




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