Start-ups Líderes da start-up portuguesa Talkdesk na lista “30 under 30” da Forbes

Líderes da start-up portuguesa Talkdesk na lista “30 under 30” da Forbes

Tiago Paiva e Cristina Fonseca, fundadores da start-up portuguesa Talkdesk, estão na lista dos “30 under 30”, na categoria de tecnologia empresarial da revista norte-americana Forbes.
Líderes da start-up portuguesa Talkdesk na lista “30 under 30” da Forbes
Sara Matod
Ana Laranjeiro 05 de janeiro de 2016 às 08:43

Tiago Paiva e Cristina Fonseca (na foto), ambos com 28 anos, fundaram há mais de quatro anos a start-up portuguesa Talkdesk, uma empresa que disponibiliza um software de "call center" na nuvem. No arranque de 2016, estes dois empreendedores portugueses estão na lista dos "30 under 30", na categoria de "Enterprise Technology" da revista norte-americana Forbes. Nesta lista, estão as 30 figuras internacionais de relevo, neste caso na área de tecnologia empresarial, com menos de 30 anos de idade.

Em Junho do ano passado, Cristina Fonseca contava ao Negócios que não imaginava que a candidatura a um concurso nos Estados Unidos iria levá-la, e ao Tiago Paiva, para São Francisco e determinar o nascimento da Talkdesk. Durante a faculdade, os dois jovens gostavam de "fazer experiências com tecnologia" e "percebemos que era uma opção". Terminados os estudos, foi esse o caminho escolhido. Apesar de nos primeiros meses nem tudo ter sido fácil, um concurso abriu-lhes portas. Quando se candidataram a essa competição, a "motivação" era ganhar um computador. Mas "correu tão bem que ganhámos o concurso", contou Cristina Fonseca, ao Negócios.

De seguida concorreram a uma competição de start-ups nos EUA e a outra na Europa. "Começámos a desenvolver a ideia para a tornar num produto. Três semanas depois, recebemos um e-mail a dizer que éramos finalistas da competição de start-ups em São Francisco e estávamos notificados para nos apresentarmos na quinta-feira seguinte. Isto foi num domingo. Não tínhamos logótipo nem website. Em dois dias tratámos disso e metemo-nos num avião para São Francisco", acrescentou. Venceram essa competição e receberam "convites para integrar dois programas de aceleração lá [EUA] e recebemos um investimento de 50 mil dólares ‘pre-seed’ [pré-arranque] para começar".

A etapa seguinte foi um programa de aceleração de quatro meses nos EUA. Durante este período receberam mais financiamento – 350 mil dólares (310 mil euros). No final, Cristina Fonseca regressou a Portugal para formar a equipa de engenharia e Tiago Paiva ficou nos EUA.

Desde então, esta start-up tem vindo a crescer significativamente e já captou mais financiamento. 




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