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2015, o ano que marca o início do fim para o Adobe Flash

Numa altura em que os jornais sinalizam os maiores acontecimentos de 2015 e avançam perspectivas para o próximo ano, o The Guardian decidiu celebrar uma morte, a do Adobe Flash.

30 de Dezembro de 2015 às 15:17

"As mortes não são normalmente alvo de celebrações, mas há uma morte que certamente não será amplamente lamentada: a do Adobe Flash", escreve o The Guardian, dizendo que 2015 marca o início do fim do programa Adobe Flash, cujas graves falhas de segurança ditaram o seu destino.

"Outrora o queridinho da nova internet interactiva (no final dos anos 1990), permitindo vídeo, apps e anúncios atractivos, o Flash tornou-se empolado e perigoso, amado somente pelos piratas informáticos da internet aberta", prossegue Samuel Gibbs no artigo do jornal britânico.

Em causa está o facto de ser um programa pouco seguro, responsável por um número considerável de ataques informáticos infligidos aos utilizadores. Explica o jornal que os piratas aproveitam as fragilidades do programa para acederem a computadores pessoais, o que torna este ‘plug-in’ pouco fiável, numa altura em que os motores de busca e sistemas operativos se tornam cada vez mais seguros.

Por outro lado, o aparecimento de outro tipo de ferramentas, como o HTML5 e o WEbGL, permitiram que muitas das funções mais comuns do Flash fossem possíveis sem recorrer a este programa da Adobe, do qual aliás várias empresas de peso se afastaram, como por exemplo o YouTube, o Facebook, o Google Chrome e o Firefox, escreve o jornal.

Até os anunciantes – que demoraram a abandonar a ferramenta herdada pela Adobe com a compra da Macromedia 2005 – começaram a optar por outras soluções, acrescenta.

Agora, é a própria Adobe que começa a distanciar-se do seu próprio produto, escreve o The Guardian, adiantando que nos últimos anos a empresa tem trabalhado para suportar HTML5 e WEbGL dentro das ferramentas de animação do Flash.

Reconhecendo que mais de um terço do conteúdo criado no Flash Professional é de facto HTLM5, a empresa decidiu abandonar o nome Flash e denominar o seu produto de Adobe Animated CC.

O The Guardian assume, porém, que há ainda razões para o Flash continuar a existir. Sistemas de software como serviço – como o que é usado pelas empresas para gerir o histórico dos funcionários, reclamações e orçamentos – dependem do Flash, por exemplo, escreve o jornal, assumindo que o programa poderá continuar a viver na intranet das empresas, mas que o seu percurso na internet aberta aproxima-se do fim.

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