Tecnologias Apple compra start-up de inteligência artificial para analisar expressões faciais

Apple compra start-up de inteligência artificial para analisar expressões faciais

A Apple comprou a start-up Emotient, que desenvolve software de reconhecimento de emoções com base nas expressões faciais. A tecnológica aventura-se na inteligência artificial para melhorar a investigação no ramo automóvel.
André Vinagre 08 de janeiro de 2016 às 10:40

A empresa liderada por Tim Cook está a apostar na realidade aumentada e, para isso, adquiriu a Emotient. A start-up desenvolve software de inteligência artificial que reconhece emoções com base nas expressões faciais, escreve esta sexta-feira, 8 de Janeiro, o Financial Times.

 

O jornal britânico refere que este negócio da Apple tem como objectivo melhorar a investigação no sector automóvel. Já em Setembro tinham surgido notícias dos esforços da empresa para lançar no mercado um carro eléctrico até 2019.

 

A Apple confirmou a compra da Emotient esta quinta-feira, mas não revelou mais pormenores sobre o negócio nem os planos que tinha para a start-up californiana.

 

A Emotient, fundada em 2012, tem já patentes para testar tecnologia de inteligência artificial para analisar expressões faciais e descodificar emoções e sentimentos. Segundo o Financial Times, antes da aquisição da empresa por parte da Apple, o site da Emotient descrevia o seu trabalho como uma "recolha de faces" para criar "máquinas sensíveis às emoções".

 

"E se os seus aparelhos conseguissem ler as suas emoções e responder a elas?", sugeria um vídeo promocional da Emotient publicado há dois anos, exemplificando várias utilizações do sistema, como a organização de fotografias com base nas expressões faciais ou um automóvel a propor uma nova rota depois de detectar a frustração da condutora.

 

Segundo o Financial Times, a Emotient tem menos de 50 funcionários e conseguiu cerca de 8 milhões de dólares (7,35 milhões de euros) de investidores como a Intel Capital. Os clientes iniciais da empresa eram sobretudo comerciantes e publicitários que queriam perceber como é que os consumidores reagiam aos seus produtos.

 

Já este ano, Mark Zuckerberg, líder do Facebook, referiu que também ia apostar na inteligência artificial a nível pessoal, desafiando-se a construir um sistema de inteligência artificial para o ajudar em casa e no trabalho.

 

A realidade aumentada e a realidade virtual foram também dois dos grandes temas do Consumer Electronics Show, que se realizou esta semana em Las Vegas, Estados Unidos da América.

Emotient from Emotient on Vimeo.




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