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Auditor da Gowex apresenta-se voluntariamente em tribunal

Depois de esta quinta-feira ter sido emitido um mandado de captura, esta sexta-feira o auditor das contas da Gowex apresentou-se voluntariamente em tribunal. Ouvido pelo juiz do caso, saiu em liberdade condicional mediante o pagamento de fiança no valor de 200 mil euros.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 18 de Julho de 2014 às 15:14
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O auditor das contas da Gowex, José Antonio Díaz Villanueva, apresentou-se esta sexta-feira, 18 de Julho, de forma voluntária perante o juíz Santiago Pedraz, de acordo com a imprensa espanhola. Este magistrado tinha esta quinta-feira, 17 de Julho, determinado a emissão de um mandado de captura em nome deste auditor da empresa M&A Auditores, uma vez que as autoridades não conseguiram localizá-lo para que fosse inquirido no âmbito do caso Gowex, uma empresa de internet gratuita -wi-fi (rede sem fios).

 

O jornal Cinco Días escreve, citando fonte judiciais citadas pela agência EFE, que José Antonio Díaz Villanueva começou a prestar declarações em tribunal esta manhã por volta das 10h30 da manhã – 9h30 em Lisboa. E após ter prestado depoimento o juiz, que acompanha o caso, determinou que o auditor saísse em liberdade condicional mediante o pagamento de fiança no valor de 200 mil euros.

 

Por outro lado, o El País adianta ainda que, Villanueva terá dado a cobertura necessária para as infracções cometidas pela Gowex. 

 

A Gowex começou a surgir na imprensa nas últimas semanas. A 1 de Julho, a consultora financeira Gotham City Research emitiu um documento para os investidores onde revelava que a Gowex tinha inflacionado os seus resultados. E a 6 de Julho, a Gowex assumiu que ia avançar para um processo de insolvência. A decisão surge depois de Jenaro García Martín (na foto), fundador e CEO da companhia, ter admitido a falsificação das contas durante os últimos quatro anos.

 

"Confrontados com a expectativa de que a empresa não seria capaz de lidar com os pagamentos da sua dívida e com os vencimento actuais, [o conselho de administração] concordou apresentar um pedido voluntário de insolvência", informou a Gowex em comunicado. No dia anterior, 5 de Julho, o responsável revelou ao conselho de administração da empresa que as contas dos últimos quatro anos "não mostram uma visão completa e justa da situação da empresa". O mesmo conselho acabou por aceitar o pedido de demissão de Martín no próprio dia.

 

A empresa deu início aos procedimentos para o processo de insolvência a 10 de Julho. A empresa dedicada às redes de internet gratuitas terá agora quatro meses para chegar a um acordo com os seus credores. Caso não o atinja, irá declarar falência.

 

Entretanto, na última segunda-feira, 14 de Julho, o presidente da Gowex esteve a prestar declarações perante o juiz Santiago Pedraz durante cerca de três horas. No final, foi determinado que o responsável podia sair em liberdade condicional mediante o pagamento de uma caução de 600 mil euros.

 

A decisão do juiz surge depois de o responsável ter confessado os crimes de que é acusado e de ter confirmado que tinha fundos suficientes para pagar a caução. Jenaro García Martín terá de se apresentar periodicamente às autoridades e ficou com o seu passaporte retido.

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