Chinesa Lenovo compra Motorola Mobility à Google por 2,91 mil milhões
Negócio é o maior de sempre por parte de uma empresa chinesa no sector das tecnologias e representa um recuo da Google, que há dois anos tinha pago 12,5 mil milhões pela unidade de fabrico de telemóveis da Motorola. Mas as patentes permanecem no motor de busca.
A Lenovo anunciou esta quarta-feira, 29 de Janeiro, que aceitou pagar à Google 2,91 mil milhões de dólares pela unidade de telemóveis da Motorola, num negócio que é o maior de sempre concretizado por uma empresa chinesa no sector das tecnologias.
Este negócio surge depois de em 2012 a Google ter comprado a unidade de telemóveis da Motorola por 12,5 mil milhões de dólares. Menos de dois anos depois a Google vende a operação por uma soma bem inferior, mas fica com o que é considerado o activo mais valioso da Motorola: as patentes.
No campo oposto, a Lenovo entra num mercado fortemente competitivo, que é liderado pela Apple e Samsung ao nível dos “smartphones”. A empresa chinesa tem crescido fortemente através de aquisições e ainda a semana passada comprou a unidade de servidores da IBM. Em 2005 tinha comprado a unidade de fabrico de computadores pessoais da IBM.
Pela venda da Motorola, a Google vai receber 660 milhões de dólares em dinheiro, 750 milhões de dólares em acções da Lenovo, mais 1,5 mil milhões de dólares em títulos de dívida com maturidade a três anos.
Como nota a Reuters, este negócio simboliza também a ascensão das empresas chinesas no sector dos telemóveis. A Huawei, a ZTE e agora a Lenovo surgem na lista dos maiores fabricantes.
Analistas contactados pela agência noticiosa não ficaram surpresos com o desinvestimento da Google, pois a empresa estaria sobretudo interessada nas patentes da Motorola e não na divisão de fabrico de telemóveis. A Google, que em 2012 já tinha vendido a unidade de fabrico de “set-top boxes” da Motorola, tem como objectivo que o maior número de fabricantes venda telemóveis com o seu sistema operativo Android.