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Imagens secretas dos Jogos Olímpicos chegam ao Youtube

No dia em que a China deu um passo atrás nas restrições impostas aos jornalistas no acesso à Internet, uma cadeia de televisão sul-coreana, a SBS, divulgou um dos segredos mais bem guardados da organização dos Jogos Olímpicos - as imagens da inauguração do evento. A polémica está lançada. O Comité Organizador de Pequim 2008 (BOCOG) reagiu e disse que não iria ter mão mole.

Sofia da Palma Rodrigues srodrigues@negocios.pt 04 de Agosto de 2008 às 21:04
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No dia em que a China deu um passo atrás nas restrições impostas aos jornalistas no acesso à Internet, uma cadeia de televisão sul-coreana, a SBS, divulgou um dos segredos mais bem guardados da organização dos Jogos Olímpicos - as imagens da inauguração do evento. A polémica está lançada. O Comité Organizador de Pequim 2008 (BOCOG) reagiu e disse que não iria ter mão mole.

"Estamos muito decepcionados com a infiltração e não descartamos a hipótese de colocarmos uma acção legal contra a televisão", disse à EFE Wang Hui, porta-voz do BOCOG.

Milhares de pessoas trabalhavam há três anos no evento e guardavam com secretismo tudo o que se relacionava com o espectáculo, tendo mesmo de assinar contratos de confidencialidade. A porta-voz do Comité Olímpico Internacional (COI), Giselle Davis, diz entender a curiosidade dos media, mas apela "a todos os esforços para que se mantenham em segredo" os pormenores do evento. Até porque foi num ápice que as imagens passaram a constar do portal de vídeos YouTube.

Já fora de circulação, no "link" onde estava disponível, surge o aviso de que o vídeo não está activo por "reclamação da propriedade intelectual de uma terceira parte". China permite acesso à Net

A par da polémica, a China rectificou a decisão de bloquear o acesso dos jornalistas à Internet. O acordo foi alcançado quinta-feira numa reunião entre o COI e o BOCOG. "O assunto ficou resolvido. Poderá usar-se a Internet como noutros Jogos Olímpicos", afirmou, em comunicado, a vice-presidente, Gunilla Lindberg.

Contudo, trata-se de uma liberalização parcial, uma vez que os "sites" considerados pelo Governo chinês como "delicados" continuam a estar restritos. A página da Amnistia Internacional é um exemplo.

Apesar da cedência, esta liberdade será restrita ao mundo dos jornalistas. O resto do país continuará sujeito a uma censura rígida.

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