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Philips Portuguesa prevê baixar facturação em Ovar este ano

A facturação do Parque Industrial de Ovar, da responsabilidade da Philips, deverá ficar abaixo dos 150 milhões de euros em 2003, disse ao Negocios.pt o director geral Jaime Sá.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 07 de Março de 2003 às 14:58
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A facturação do Parque Industrial de Ovar, da responsabilidade da Philips, deverá ficar abaixo dos 150 milhões de euros em 2003, disse ao Negocios.pt o director geral Jaime Sá, referindo que a empresa tem que «apostar numa nova vida e em produtos com valor».

«2002 foi um ano difícil para todos» afirmou Jaime Sá, acrescentado que em termos de facturação, o Parque Industrial de Ovar «baixou um total de 20%, para perto de 150/160 milhões de euros».

O responsável salientou que este decréscimo deveu-se não só ao abrandamento da procura e à debilidade da conjuntura económica, mas também à alienação da unidade de CSS, sistemas de observação e segurança, ao Grupo Bosh.

Jaime Sá reforçou dizendo que «temos que procurar uma nova vida, pois nós temos valor».

O Parque Industrial de Ovar tem «sentido um grande apoio por parte da Agência Portuguesa para o Investimento que tem estado a trabalhar com todos, para transformar a economia», segundo a mesma fonte.

O director geral frisou que o Parque terá que procurar novos mercados que valorizem os produtos de valor e onde a primeira escolha não seja o preço e a mão de obra barata.

No início do ano «sentimos a continuação da pouca procura dos mercados internacionais» e devido a esta condicionante o volume de negócio em 2003 «irá ficar abaixo do registado no ano passado» disse Jaime Sá.

Jaime Sá diz «queremos que continue a haver trabalho e desenvolvimento»

Jaime Sá, no âmbito das manifestações realizadas na semana passada pelos trabalhadores do Parque de Ovar, disse que «pretendemos transformar as actividade do parque, em actividades de futuro, esse é o nosso principal objectivo».

«Queremos que continue a haver trabalho e desenvolvimento (no Parque de Ovar) principalmente para os nossos filhos», reforçou.

Philips corta empregos nas componentes bobinados

O director geral afirmou que «eles não estão descontentes e compreendem o projecto em que todos estamos». O responsável frisou que os trabalhadores que se manifestaram foram unicamente da actividade de Componentes Bobinados.

A Sociedade de Componentes Bobinados «é um dos sectores em que temos de repensar a nossa estratégia, porque os produtos têm grande concorrência. E essa mudança poderá significar determinados sacrifícios» que passa não só pela redução de força de trabalho, mas também a revisão das formas de trabalho.

A mesma fonte salientou que a Philips «respeita muito os trabalhadores, mas estamos num processo de transformação que temos que ser nós a liderar».

O responsável não quis avançar o número de trabalhadores já dispensados, uma vez que com novas parcerias, com os potenciais interessados, o Parque Industrial de Ovar poderá criar mais postos de trabalho.

Investidores com interesse na Philips Portuguesa

«Temos três investidores que estão interessados» referiu Jaime Sá dizendo que os mesmos estão a ponderar «todas as actividades» existentes no Parque.

Jaime Sá reiterou que não é intenção da Philips encerrar nenhuma actividade.

A Philips Portuguesa iniciou o seu investimento em Ovar há 33 anos.

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