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Sectores de alta e média-alta tecnologia cresceram em Portugal

Os sectores de alta e média-alta tecnologia em Portugal corresponderam a 3,1% das sociedades em Portugal. Estes sectores representaram, em 2012, "uma importante parcela do volume de negócios e do VAB gerados pelo total das sociedades não financeiras".

avião aviões aeronave industria fábrica
avião aviões aeronave industria fábrica Miguel Baltazar
12 de Maio de 2014 às 13:14

Os sectores de alta e média-alta tecnologia representam 3,1% das sociedades e 12,0% do VAB total das sociedades não financeiras, em Portugal, em 2012.

 

Estes sectores podem dividir-se em três segmentos: as indústrias de alta tecnologia - onde se insere nomeadamente a fabricação de produtos farmacêuticos, a fabricação de produtos informáticos e fabricação de aeronaves -, as indústrias de média-alta tecnologia – que abrange a fabricação de produtos químicos, fibras, armas e munições, automóveis e equipamentos eléctricos – e os serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia – que desenvolve por exemplo, actividades cinematográficas, de rádio e televisão.

 

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados esta segunda-feira, 12 de Maio, mostram que estes sectores representaram, em 2012, “uma importante parcela do volume de negócios e do valor acrescentado bruto (VAB) gerados pelo total das sociedades não financeiras”. Assim, estes sectores representaram 9,9% do volume de negócios e 12% do VAB totais.

 

“Esta parcela apresentou uma importância crescente ao longo dos três anos em análise [2010,2011 e 2012], passando de um contributo para o VAB de 11,5% para 12,0% entre 2010 e 2012. Em 2012, o pessoal ao serviço nestes sectores ascendia a mais de 167 mil trabalhadores, cerca de 6% do total das sociedades não financeiras”, revela o gabinete de estatísticas.

 

O número de sociedades, nestes sectores, cresceu em 2012 “em contraciclo com o observado para o total das sociedades financeiras”, um comportamento que se deveu “ao aumento verificado no número de sociedades dos serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia”.

 

Por outro lado, e no que diz respeito às remunerações, os dados do INE revelam que, em Portugal, estes sectores pagavam “em média mais 463 euros de remuneração mensal que o total das sociedades, apresentando também uma produtividade aparente do trabalho quase duas vezes superiores à do total das sociedades não financeiras”.

 

Em Portugal, no ano de 2011, 4,8% das sociedades dos sectores de alta e média-alta tecnologia eram filiais de empresas estrangeiras sendo que, as indústrias de alta tecnologia foram “as que concentraram a maior proporção de sociedades filiais de empresas estrangeiras”.

 

“Mais de metade das empresas dos sectores de alta e média-alta tecnologia apresentou uma rendibilidade do capital próprio superior a 1,2%, acima do total das sociedades não financeiras, onde a mediana assume valores negativos (-0,3%)”, refere o documento do INE.

 

“A proporção de sociedades exportadoras nos sectores de alta e média-alta

tecnologia cresceu entre 2010 e 2012, atingindo 13,9% neste último ano, acima dos 13,0% observados para a média do triénio”, acrescenta.

 

Peso destes sectores no VAB é dos mais reduzidos na Europa

 

O peso destes sectores para o VAB total português do sector não financeiro é dos mais baixos entre os congéneres europeus, situando-se em 13,4%.

 

De acordo com os números citados pelo INE, e segundo o conjunto de países com informação disponível, “a Hungria e a Alemanha destacaram-se como os países onde os sectores de alta e média-alta tecnologia mais contribuíram para o VAB do sector não financeiro – 30,4% e 29,5% respectivamente - em parte devido à importância da indústria automóvel nestes países”.

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