Operação Picoas leva a novas buscas a co-fundador da Altice e empresário de Braga
O Ministério Público, em conjunto com a Polícia Judiciária francesa, realizou novas buscas domiciliárias ao co-fundador português da Altice, Armando Pereira, em Guilhodrei, e à casa do empresário bracarense Hernâni Vaz Antunes. As buscas, no âmbito da Operação Picoas, foram denunciadas pela SIC e pelo jornal Público.
A dupla portuguesa está a ser investigada por um alegado esquema fraudulento, em que terão desviado, no mínimo, 250 milhões de euros da Altice Portugal.
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De acordo com o canal de televisão, as novas diligências ocorreram na sequência da operação desencadeada em França, em novembro do ano passado, em que 15 casas e 14 empresas, relacionadas com o grupo Altice e o co-fundador, foram alvo de buscas. Na altura, foram apreendidos 14 milhões de euros em contas bancárias, artigos de luxo e veículos.
Desta investigação terão surgido então novos factos e suspeitas, o que motivou as buscas desta quinta-feira, 12 de março, em Vieira do Minho. Além das habitações dos empresários, também várias empresas de Hernâni Vaz Antunes, amigo de Armando Pereira, foram alvo das buscas.
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Além dos seis elementos da Polícia Judiciária francesa, também estiveram envolvidos cerca de 80 elementos do Ministério Público, inspetores tributários e agentes da PSP.
De recordar que Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes foram detidos para interrogatório em julho de 2023, tendo ficado definido prisão domiciliária para ambos. Esta terminou quando Armando Pereira pagou a caução de 10 milhões de euros e o empresário de Braga pagou 1,5 milhões.
O co-fundador da Altice está indiciado de 11 crimes pelo Ministério Público: seis de corrupção ativa e um de corrupção passiva no setor privado, além de quatro de branqueamento de capitais. Por sua vez, Hernâni Vaz é suspeito de mais de 20 crimes, entre corrupção ativa, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.
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