Telefónica reduz perdas mas regista prejuízos de 411 milhões no primeiro trimestre

A operadora explicou o resultado no primeiro trimestre deste ano com o impacto da venda dos negócios que tinha na Colômbia, Chile e México.
Telefónica
Sven Hoppe / picture-alliance / dpa / Associated Press
Lusa 14 de Maio de 2026 às 09:45

A operadora de telecomunicações espanhola Telefónica teve prejuízos de 411 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, anunciou a empresa esta quinta-feira.

As perdas no primeiro trimestre foram inferiores em 68% aos prejuízos da empresa no mesmo período de 2025.

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A Telefónica explicou o resultado no primeiro trimestre deste ano com o impacto da venda dos negócios que tinha na Colômbia, Chile e México.

O resultado de 2025 teve também o impacto da saída da Telefónica de outros dois países da América Latina (Chile e Argentina).

Sem levar em conta essas operações na América Latina, a Telefónica teria tido lucros de 386 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, segundo as informações que a empresa comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

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A Telefónica teve um prejuízo de 4,32 mil milhões de euros no conjunto de 2025, devido à saída dos mercados da América Latina e a um programa de despedimentos em Espanha.

A América Latina chegou a ser um dos mercados preferenciais da Telefónica, mas a operadora enfrenta atualmente forte concorrência e perda de quota de mercado.

A empresa alcançou por outro lado um acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores em Espanha, para a saída de cerca de 5.500 pessoas, algo que custou à Telefónica 2,05 mil milhões de euros em 2025.

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Este "processo de regulação de emprego" mereceu a "profunda discordância" do Governo de Espanha - o Estado espanhol ainda detém uma quota de 10% na operadora, que foi privatizada em 1997.

A operadora, que ambiciona tornar-se uma das principais empresas tecnológicas da Europa nos próximos anos, anunciou em novembro que esperava uma poupança total de até 2,8 mil milhões de euros em 2028 e de três mil milhões em 2030.

A Telefónica pretende concentrar-se nos seus quatro principais mercados: Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil.

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