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Milionário Xavier Niel compra posição de 1,7 mil milhões na Telecom Italia

O milionário Xavier passou a ser o segundo maior investidor da Telecom Italia, que controla a TIM. A posição de 1,7 mil milhões de euros na Telecom Italia dará a Xavier Niel 11% do total de votos da operadora italiana.

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 19:19
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Xavier Niel comprou uma posição de 1,7 mil milhões de euros na Telecom Italia, uma das maiores operadoras italianas e que no Brasil controla a TIM. Com esta aquisição, o milionário francês passa a ser o segundo maior investidor da Telecom Italia.

 

O primeiro lugar continua a pertencer a Vincent Bolloré, presidente da francesa Vivendi, que por sua vez é o maior accionista da Telecom Italia.

 

A informação foi divulgada esta quinta-feira, 29 de Outubro, ao regulador do mercado de Italia, segundo um comunicado citado pela Bloomberg.

 

Com esta operação, Xavier Niel, fundador da fornecedora de banda larga Iliad SA, passa a deter acções que correspondem a 11% dos votos totais da Telecom Italia. A compra, segundo o documento citado pela Bloomberg, foi realizada através de uma das empresas de investimento do milionário francês.

 

Somadas as fatias dos dois gestores franceses, Xavier Niel e Vincent Bolloré passam a controlar 30% da operadora italiana.

 

Os pormenores do negócio encabeçado por Xavier Niel, com uma fortuna avaliada em 7,5 mil milhões de dólares segundo o ranking de milionários da Bloombergt, não foram divulgados.

 

Até ao início do ano a Telecom Italia era controlada pela espanhola Telefonica e por um grupo de investidores italianos. A substituição destes accionistas por investidores franceses decorreu no seguimento do objectivo do CEO da empresa, Marco Patuano, em impulsionar os negócios locais e vender activos para reduzir a dívida de quase 27 mil milhões de euros da operadora.

 

A Telecom Italia é a maior operadora móvel e de banda larga de Itália. Além disso, no Brasil também controla a segunda maior operadora móvel, a TIM, que poderá vir a combinar negócios com a Oi.

 

Recorde-se que o fundo russo Letter One propôs injectar até 4 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) na Oi caso a operadora avance com uma fusão com a TIM.

A oferta do fundo liderado por Mikhail Fridman, um dos homens mais ricos da Rússia, foi enviada na passada sexta-feira ao BTG Pactual, intermediário da Oi para desenvolver alternativas para a consolidação no sector, estando agora a ser avaliada pela operadora cujo maior accionista é a Pharol com 27,2%.

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