OCDE conclui que comprar “smartphones” com contrato de permanência pode sair mais caro
Um relatório da OCDE conclui que os descontos iniciais na compra de “smartphones” podem não compensar. A redução dos contratos de permanência e a possibilidade de desbloquear os dispositivos poderia beneficiar operadoras e utilizadores.
A venda de “smartphones” com descontos iniciais significativos em conjunto com tarifários tem sido um dos métodos mais utilizados pelas operadoras de telecomunicações para atrair novos clientes e manter os mais antigos.
O consumidor é que nem sempre fica a ganhar. Nos países em que é possível adquirir “smartphones” com ou sem contrato com a operadora, a primeira hipótese fica, em média, 10 a 20 dólares mais cara. Os dados constam de um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Em alguns países os “smartphones” mais em voga só podem mesmo ser comprados com contratos de fidelização de longo prazo. Porém, em muitos outros os descontos estão associados ao plano de comunicação e são tanto maiores quanto mais caros forem os tarifários. São exemplos desta prática Itália e Espanha, refere a OCDE. Há ainda outros países, como a Coreia, em que os descontos são pequenos mesmo para tarifários mais dispendiosos.
Ao longo do tempo esta prática têm provado ser pouco sustentável em algumas condições, o que já levou operadores a suspendê-la. Todavia, em muitos países da OCDE, as operadoras continuam a optar por este sistema. Isto, porque os operadores podem encontrar aqui um incentivo para renovarem os equipamentos. Uma actualização mais rápida dos dispositivos pelos consumidores leva a um aumento do número de utilizadores de banda larga. Os “smartphones” desempenham um papel importante no desenvolvimento da Internet, também do ponto de vista económico.
A OCDE defende que consumidores e operadoras poderiam beneficiar da diminuição do “lock-in” (contratos de permanência, por exemplo), aumento da transparência e o incentivo ao desbloqueio dos dispositivos, que incentivaria a mudança de operador.
Este relatório teve por base a análise da relação entre os valores praticados pelas operadoras de telecomunicações e o preço de alguns dos “smartphones” mais conhecidos que integram essas ofertas.
O estudo tinha como objectivo perceber os diferentes modelos de negócio e como podem afectar a comparação dos preços.