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Vodafone Portugal lamenta "reincidente prática" da Anacom sobre preços no setor

"Infelizmente o recente comunicado do regulador não nos surpreende, uma vez que se vem tornando habitual, por parte do mesmo, ficcionar a realidade do setor em Portugal", refere a Vodafone, quando questionado pela Lusa sobre o assunto.

Vodafone
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02 de Março de 2020 às 11:53

A Vodafone Portugal lamentou hoje a "reincidente prática" do regulador Anacom sobre os preços nas telecomunicações no mercado português, apontando que tal "em nada ajuda a criar condições adequadas ao desenvolvimento" de um setor crítico para a economia.

Na passada quinta-feira, 27 de fevereiro, uma análise do preço das telecomunicações em Portugal da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) referia que estes são os que "aumentam mais" e que "são mais caros" na UE.

"Entre 2009 e 2019, os preços das telecomunicações em Portugal aumentaram 7,6%, enquanto que na União Europeia diminuíram 9,9%", adiantou a Anacom, num comunicado relativo à análise do tema no mercado português "sob a forma de resposta" a nove questões.

"Infelizmente o recente comunicado do regulador não nos surpreende, uma vez que se vem tornando habitual, por parte do mesmo, ficcionar a realidade do setor em Portugal", refere a Vodafone, quando questionado pela Lusa sobre o assunto.

"Sobre o tema propriamente dito remetemos para análises, explicações e estudos efetuados pela Apritel ou pelos operadores individualmente, a propósito da sua desadequação à realidade portuguesa", acrescentou a operadora de telecomunicações liderada por Mário Vaz.

"Porque a Vodafone não pauta a sua postura por alimentar diferendos institucionais, cumpre-nos a este propósito lamentar tão somente esta reincidente prática do regulador, que em nada ajuda a criar condições adequadas ao desenvolvimento de um setor tão crítico para a economia do país e para o bem-estar dos portugueses", concluiu.

Na sexta-feira, a NOS tinha manifestado, em declarações à Lusa, "surpresa" com a "falta de sustentação" da Anacom.

"É com surpresa que a NOS vê o regulador do setor fazer afirmações gratuitas e tirar conclusões que não correspondem à verdade e primam por falta de sustentação ou fundamento", disse, na altura à Lusa fonte oficial da operadora de telecomunicações, quando questionada sobre o tema.

"É nosso entendimento que o comportamento do regulador é, do ponto de vista institucional, de tal forma inaceitável que não nos merece qualquer comentário", rematou a mesma fonte.

Também na quinta-feira, a associação de operadores de telecomunicações (Apritel) disse ver com "perplexidade" as afirmações do regulador.

"É com perplexidade que vemos o regulador do setor fazer afirmações e retirar conclusões que não estão corretas e que não levam em conta os critérios bem fundamentados" do estudo realizado pela Deloitte para a Apritel, "não contribuindo para o adequado esclarecimento dos consumidores", afirmou, numa nota enviada à Lusa, o secretário-geral da associação, Pedro Mota Soares.

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