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Fusão da PT e Oi vai criar a sétima maior operadora da Europa

A concentração da Portugal Telecom e da Oi vai criar a sétima operadora com um maior volume de vendas anuais da Europa e será a maior entre as que têm receitas anuais inferiores a 20 mil milhões de euros.

02 de Outubro de 2013 às 13:06

A fusão da Portugal Telecom e da Oi vai criar um grupo de telecomunicações com receitas de 15,8 mil milhões de euros, segundo as previsões para o final do ano indicadas pela Bloomberg.

A cotada que vai ser liderada por Zeinal Bava será a sétima maior da Europa, em termos de vendas anuais, quando comparadas com as receitas acumuladas nos últimos 12 meses, pelas cotadas do sector representadas no Dow Jones Stoxx 600. Contudo, se a especulação de fusão entre a Telefónica e a Telecom Itália se materializar, a PT/Oi passará a ser a sexta da região. 

O grupo PT é actualmente responsável por receitas de 6,2 mil milhões de euros. Um nível que ocupa a 12.ª posição, no “ranking” das operadoras que integram o índice Stoxx 600, atrás da Belgacom e acima da unidade alemã da Telefónica.

Após a fusão, o grupo Oi/PT passará a ter vendas superiores às da norueguesa Telenor, cujas vendas se saldaram num valor equivalente a 13,7 mil milhões de euros. A BT Group ficará imediatamente acima, no “ranking”. Contudo, a margem face à cotada latina será ampla já que as suas receitas ultrapassam os 20 mil milhões de euros.

Muitas das operadoras representadas no Dow Jones Stoxx 600 são concorrentes da Oi, no Brasil. É o caso da Telefónica, que é a maior da Europa em termos de receitas, e que consolida os resultados da líder do mercado móvel brasileiro – a Vivo.

O sector de telecomunicações tem sofrido várias modificações nos últimos meses, em virtude das várias iniciativas de consolidação. A Europa está a ser palco de muitas das alterações. A América Móvil lançou uma sobre os 70% da KPN que não controla e a Vodafone está em processo de aquisição da Kabel Deutschland.

Já a Telefónica tem demonstrado interesse na Telecom Itália (TI), que tem tido dificuldades em controlar o valor da sua dívida e precisa de modernizar a rede fixa no seu país ao mesmo tempo que sofre quebras de receitas.

As dificuldades da operadora italiana poderão, de resto, ter impacto na concorrência que o grupo Oi/PT enfrenta no Brasil. A Telecom Itália pode decidir vender a sua participada TIM Brasil, para reforçar os capitais. Por outro lado, uma potencial fusão da Telefónica com a TI interfere no mercado brasileiro, já que as duas operadoras europeias detêm participadas no Brasil.

As incumbentes dos mercados português e brasileiro de telecomunicações anunciaram que se vão unir, esta manhã, como “resultado natural da aliança industrial” da PT e da Oi. A operadora que vai resultar da fusão contrasta com as restantes cotadas do Stoxx 600, na medida em que terá sede no Rio de Janeiro. 

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