Zon: "Não estamos à espera de surpresas" na assembleia-geral

José Pedro Pereira da Costa, administrador financeiro da Zon, declarou no Congresso do Cabo, não estar à espera de surpresas na assembleia-geral de quinta-feira.
Bruno Simão/Negócios
Alexandra Machado 06 de Março de 2013 às 15:48

Na quinta-feira, 7 de Março, vai decorrer a assembleia-geral da Zon para decidir a fusão com a Optimus. José Pedro Pereira da Costa, que falava no painel do Congresso do Cabo, em Londres, sobre financiamento da indústria de cabo, admitiu não estar à espera de surpresas e comentou o potencial da fusão.

 

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As sinergias, estimadas entre 350 e 400 milhões de euros, foram salientadas por José Pedro Pereira da Costa, aplaudidas por Marisa Drew, do Crédit Suisse. Além de que a fusão dará escala às empresas que até podem, acrescentou Pereira da Costa, procurar financiamento no mercado obrigacionista internacional.

 

Marisa Drew garantiu, no mesmo painel, que os investidores "vêem valor em investir no Sul da Europa", lembrando a evolução das obrigações da Portugal Telecom.

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A Zon e a Optimus estão a negociar a fusão das operações, o que resultará num operador integrado. Pereira da Costa admitiu, em entrevista à Bloomberg, que se a Autoridade da Concorrência entrar numa investigação aprofundada, o processo pode demorar até ao final do ano. 

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Operadores integrados

 

Na indústria do cabo fala-se também muito da convergência e da necessidade de os operadores terem ofertas móveis. A Liberty Global assumiu que tem optado pelo modelo em que contrata capacidade a operadores com rede, numa operação móvel virtual. A Zon está a seguir um caminho diferente com a fusão com a Optimus. José Pedro Pereira da Costa assumiu ser difícil ter uma oferta competitiva sem se deter rede.

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* jornalista, em Londres, a convite da Zon

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