Brisa confirma que obras na A1 ficam concluídas amanhã
O presidente executivo da Brisa, António Pires de Lima, afirmou esta quarta-feira no Parlamento que a concessionária vai dar a obra de reconstrução do troço da A1 entre Coimbra Norte a Coimbra Sul, que colapsou por causa da rutura de um dique no Mondego, "como finalizada amanhã, quinta-feira, às 19 horas".
No Parlamento, o responsável confirmou o que o ministro das Infraestruturas disse esta terça-feira, de que a obra estaria concluída esta semana, mais cedo do que inicialmente previsto pela empresa que apontava para o final da primeira semana de março.
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De acordo com Pires de Lima, será agora pedido ao IMT que "inicie o processo de verificação das condições de total segurança para a reabertura" e "esperamos nos dias seguintes a reabertura da total circulação no subanço Coimbra sul-Coimbra Norte, 15 dias depois do abatimento da plataforma e por fatores absolutamente exógenos à Brisa". Estes, salientou, resultaram na "abertura de uma cratera de 20 metros de largura. 15 metros de comprimento e 8 metros de profundidade".
Pires de Lima disse ainda que, apesar da responsabilidade não ser da Brisa, o custo da derrocada na A1 - as obras de reconstrução do subtroço e a perda de receita de portagem - é superior a três milhões de euros, mas "não iremos tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada".
"A Brisa não gere diques, a Brisa não gere canais de rega, a Brisa não gere projetos de aproveitamento hidráulico. E embora a Brisa não se possa pronunciar sobre a adoção de medidas em infraestruturas que são externas à sua concessão, não pode nem vai assumir responsabilidades que não são suas", afirmou Pires de Lima, frisando que "as perdas para o grupo com esta situação são superiores a 3 milhões de euros".
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"Dito isto, e sendo que a culpa não é nossa, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) e os seus acionistas, entidades profundamente responsáveis e comprometidas com a nossa nação, não iremos tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada", afirmou, acrescentando que "não queremos nesta hora de calamidade penalizar os contribuintes portugueses".
O CEO da Brisa salientou aos deputados que "os contratos preveem que em caso de força maior as concessionárias possam fazer direitos de reserva e posteriormente fazer um pedido de reposição do equilíbrio financeiro do contrato". No entanto, acrescentou, "a Brisa comunicou hoje, aqui no Parlamento, que abdica desse direito, neste caso específico, atendendo ao estado de calamidade" O conjunto de acionistas do grupo, frisou, "estão solidários com a proposta que fizemos de desta vez e atendendo à materialidade do danos e à situação excepcional não tomarmos a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada na A1". "É o nosso contributo para podermos amenizar o esforço que contribuintes, Estado e Governo estão a fazer para fazer face aos danos desta calamidade", apontou.
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Relativamente à autoestrada Lisboa-Cascais (A5), que sofreu uma derrocada durante o "comboio de tempestades", Pires de Lima disse que "estamos ainda com alguns condicionamentos, na subida de Monsanto", salientando que aquela via começou por ter quatro vias afectadas e hoje tem apenas uma.
Manuel Melo Ramos, administrador delegado da Brisa Concessão Rodoviária, salientou por seu lado que durante as tempestades "tivemos 3 situações críticas em taludes, uma na A1, uma na A4 e esta na A5", frisando que "os taludes são os ativos mais expostos às intempéries e são aqueles que muitas vezes recebem águas de terceiras partes"
O responsável justificou a derrocada com o "volume anormal de água naquela encosta de Monsanto que esteve na origem daquela instabilização dos solos e que arrastaram depois lamas e pedra para a A5".
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Manuel Melo Ramos disse que para a resolução total do problema "precisamos de um período de tempo para que o próprio talude estabilize, para que seja feita uma análise técnica, a qual está neste momento a ser desenvolvida". "Contamos até ao final da próxima semana ter essa análise concluída e aí teremos acesso àquilo que é a solução e aquilo que é um cronograma", acrescentou ainda, frisando que "neste momento não consigo antecipar o cronograma na medida em que não temos ainda a solução definitiva, que contamos ter no final da próxima semana".
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