"Chairman" da TAP admite "preocupação com eventuais restrições" no verão

O presidente do conselho de administração da TAP diz que o sistema eletrónico de controlo de fronteiras tem de ser resolvido, mas o discurso é suavizado quando aborda a crise dos combustíveis. Problema atual reside no custo para a companhia e não na escassez.
Luís Rodrigues (CEO) e Carlos Oliveira (chairman) da TAP
João Cortesão / Jornal de Negócios
Negócios 09:48

As atuais movimentações nos aeroportos nacionais, principalmente no de Lisboa, estão a preocupar a companhia aérea de bandeira portuguesa. O presidente do conselho de administração ("chairman") da TAP, Carlos Oliveira, diz em entrevista ao  que há preocupações em relação ao verão, especialmente pela situação das fronteiras.

"O Entry-Exit System (EES) é um tema europeu, mas se calhar em Lisboa começou a sentir-se mais cedo que em outros aeroportos. Temos que ter uma solução", admitiu Carlos Oliveira, acrescentando que a companhia tem "feito o que está no nosso alcance" e que há movimentações junto de outras entidades, ainda que aponte que "há oportunidade para fazer mais". 

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"Era bom que esse tema fosse posto no topo da agenda, porque não é só a TAP que perde, é o país. O verão é um período complexo e sabemos que há várias medidas em cima da mesa. A TAP olha com preocupação para um verão com eventuais restrições", assegurou o "chairman".

Não é só a TAP que perde, é o país. A TAP olha com preocupação para um verão com eventuais restrições. Carlos Oliveira
Presidente do conselho de administração da TAP

Quando se fala do verão de 2026 é impossível passar ao lado do tema dos combustíveis, mas Carlos Oliveira tem um discurso tranquilizador. "A procura tem tido um comportamento dinâmico e no primeiro trimestre houve um crescimento relevante", atirou, sendo que os resultados da TAP ainda não são conhecidos. 

"Estamos a apostar nas rotas que geram retorno financeiro e temos uma companhia resiliente", assente na mesma entrevista, acrescentando que "mais do que uma potencial escassez é, de facto, o custo que preocupa", sendo que a comissão executiva, liderada por Luís Rodrigues "acompanha diariamente essas dinâmicas".

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