Lucros semestrais da Ryanair disparam 42% para 2,3 mil milhões
A Ryanair obteve 2.538,8 milhões de euros de lucro no primeiro semestre do exercício de 2026, terminado a 30 de setembro, um aumento de 42% face ao período homólogo, indicou esta segunda-feira a companhia aérea "low-cost".
As receitas cresceram 13%, atingindo os 9.817,5 milhões de euros, com o preço médio dos bilhetes a subirem igualmente 13%, para os 58 euros.
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Os custos operacionais aumentaram 4%, ascendendo a 6.957 milhões de euros, enquanto o efeito cambial adverso representou uma perda de 29,7 milhões, o que compara com ganhos de 2.4 milhões de euros um ano antes.
Para o presente exercício, que termina em março, a companhia aérea reviu em ligeira alta o tráfego de passageiros - de 206 para 207 milhões - e antecipa recuperar totalmente a perda de 7% nos preços dos bilhetes registada no anterior exercício, o que, diz, deverá permitir um "razoável crescimento nos lucros".
A empresa indica que a entrega de aviões pela Boeing permitiu acrescentar capacidade e espera agora que o tráfego cresça 4%, para 215 milhões de passageiros, no próximo ano fiscal. A Ryanair refere ainda que desviou capacidade para este inverno para as regiões e aeroportos que baixaram taxas aeroportuárias, casos da Suécia, Eslováquia, Itália, Albânia e Marrocos, alterando voos e rotas de mercados "de elevados custos e não competitivos", onde inclui a Alemanha, Áustria e os voos regionais em Espanha.
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A companhia aérea aproveita para tecer duras críticas à Comissão Europeia pela "inação" nos últimos 14 meses na implementação das recomendações do Relatório Draghi, o que tem vindo a tornar a Europa cada vez menos competitiva. Também o Parlamento Europeu não é poupado, com a Ryanair a classificar de "estúpidas" as novas regras propostas para as bagagens de mão.
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