Aviação Airbus ameaça sair do Reino Unido devido ao Brexit

Airbus ameaça sair do Reino Unido devido ao Brexit

A Airbus, fabricante aeronáutica europeia, ameaçou quinta-feira abandonar as suas operações no Reino Unido face aos "impactos negativos do Brexit na indústria aeronáutica britânica e na Airbus em particular". A empresa estima que poderá perder até mil milhões de euros por semana.
Airbus ameaça sair do Reino Unido devido ao Brexit
Reuters
Negócios 22 de junho de 2018 às 08:50

O gigante aeronáutico europeu publicou no seu site oficial uma avaliação dos riscos da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit, sublinhando estar "cada vez mais preocupada pela falta de progressos no processo do Brexit, noticia a imprensa internacional. 


O consórcio aeronáutico europeu possui 25 instalações no Reino Unido, incluindo uma unidade que produz as asas de todas as aeronaves comerciais que constrói, empregando no total mais de 15 mil pessoas.

A empresa estima que poderia perder até mil milhões de euros por semana se o Reino Unido abandonar a UE sem acordar os termos de um futuro acordo comercial com Bruxelas.

O director de operações da divisão de aviação comercial da Airbus, Tom Williams, criticou a falta de rumo do governo britânico e apelou para a tomada de "passos pragmáticos e devidamente detalhados a adoptar para que a empresa possa operar de forma competitiva".

"Tentámos sublinhar as nossas preocupações ao longo dos últimos 12 meses, mas sem sucesso. Um cenário em que não haja acordo ameaça directamente o futuro da Airbus no Reino Unido", acrescentou.

Mesmo perante o cenário em que um acordo seja alcançado, a Airbus alerta que o Brexit implica "novas e custosas complicações" que terão de ser resolvidas para que se possa manter como um grande investidor no Reino Unido.

"O prazo de transição actualmente previsto – que termina em Dezembro de 2020 – é demasiado curto para que a UE e o governo britânico acordem as questões por resolver e demasiado reduzido para a Airbus implementar as mudanças necessárias dentro da sua extensa cadeia de fornecedores", referiu ainda o responsável da empresa.

O texto da avaliação de risco refere que "até sabermos e percebermos a nova relação entre Bruxelas e Londres, a Airbus deverá monitorizar de forma muito cautelosa qualquer novo investimento no Reino Unido e deverá abster-se de expandira a sua base de parceiros e fornecedores britânicos".




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