Avião da Emirates não declarou emergência e não tinha trem de aterragem
O Boeing 777 da companhia Emirates, que teve um acidente ao aterrar, esta quarta-feira, na pista do aeroporto do Dubai, não relatou nenhum problema à torre de controlo. Um problema no trem de aterragem pode ser a explicação para o desastre.
O acidente do Boeing 777 da Emirates, esta quarta-feira, quando a aeronave aterrou no aeroporto do Dubai, pode ter sido provocado por um problema no trem de aterragem. O avião, que transportava 282 passageiros e 18 tripulantes, ficou completamente destruído, mas a única vítima mortal foi um bombeiro que ajudou a evacuar o aparelho. Segundo o The Aviation Herald, especializado em questões aeronáuticas, o avião aterrou sem o trem de aterragem.
O voo 521 ligava Thiruvananthapuram, na Índia, ao Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A publicação garante que os pilotos não declararam qualquer emergência à torre de controlo, pelo que o procedimento de aterragem se processou de forma normal. Numa das últimas comunicações, a torre avisou os pilotos para baixarem o trem de aterragem. E, segundo a mesma fonte, que se baseia nas comunicações da torre de controlo, a tripulação decidiu abortar a aterragem no último momento.
Porém, não terá conseguido a potência suficiente para levantar, e o avião aterrou de "barriga", isto é, com a parte de baixo da fuselagem a embater violentamente no alcatrão da pista.
O The Guardian acrescenta que alguns dos familiares dos passageiros do voo 521 disseram que estes foram informados de que o trem de aterragem estaria com problemas. Um jornalista indiano contou à Associated Press que o piloto do Boieng 777 avisou os passageiros de que existia um problema no trem de aterragem e que o avião iria realizar uma aterragem de emergência.
As investigações estão agora em curso para determinar a causa do acidente. Em 2008, um Boeing 777 da British Airways também registou problemas ao falhar a aterragem na pista do aeroporto de Londres-Heathrow. A aeronave aterrou 270 metros antes do início da pista, destruindo igualmente o trem de aterragem e deslizando de "barriga" na relva, sem vítimas mortais.
Também em 2013, outro Boeing 777, este da Asiana Airlines, aterrou antes da pista e bateu num paredão do aeroporto de São Francisco (EUA). Após o impacto, o avião deu uma volta de 360 graus no ar e imobilizou-se na pista. Houve apenas três mortos, um deles uma passageira que foi atropelada por um carro de bombeiros já depois de abandonar o avião em chamas.
Era também deste modelo o avião da Malaysia Airlines que desapareceu no Índico, em Março de 2014, e o que foi abatido quando sobrevoava a Ucrânia, em Julho do mesmo ano.