Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Companhias internacionais de aviação deixam de sobrevoar o Golfo Pérsico

Os Estados Unidos interditaram hoje os voos das companhias aéreas norte-americanas na zona onde o Irão abateu um aparelho não tripulado (drone), uma decisão que foi também anunciada de seguida por várias companhias aéreas internacionais.

KLM Airlines (Holanda)
Lusa 21 de Junho de 2019 às 12:18
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Além das companhias dos Estados Unidos, a holandesa KLM, a alemã Lufthansa, a britânica British Airways, a australiana Qantas, e a Etihad de Abu Dabi foram as companhias que, até ao momento, tomaram a mesma decisão.

 

De acordo com a Administração Aeronáutica Federal dos Estados Unidos o espaço aéreo do Irão assim como a zona entre o Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz ficam interditadas às ligações norte-americanas, "até nova ordem".

 

A restrição é justificada pelo organismo que se refere ao "aumento das atividades militares e da tensão política na região", que representa um risco para as operações da aviação civil norte-americana.

 

Fonte da Administração da Aviação Civil dos Estados Unidos acrescenta que se pode vir a verificar um erro de "identificação" dos aviões civis na região, referindo-se diretamente ao abate do aparelho militar não tripulado pelo Irão.

 

Teerão diz ter recolhido os destroços que provam que o drone é norte-americano, mas o presidente dos Estados Unidos qualificou de "grande erro" o derrube do aparelho.

 

A Casa Branca escusou-se a fazer mais comentários sobre o incidente.

 

Depois do anúncio da instituição que regula a aviação civil norte-americana, a KLM anunciou que os voos da companhia holandesa vão evitar sobrevoar o Estreito de Ormuz "por motivos de segurança": na sequência do derrube do avião não tripulado. 

 

Um especialista aeronáutico holandês, Joris Melkert, disse à estação de televisão NOS que "se outras companhias seguirem as medidas da KLM" vão sentir-se consequência nas ligações entre a Europa e a Ásia porque vai ser preciso escolher uma "rota diferente que vai tornar o trajeto mais longo" obrigando os aparelhos a usarem mais combustível.

 

Nas últimas horas outras companhias internacionais anunciaram também que vão evitar a rota sobre a zona de Ormuz.

 

A companhia alemã Lufthansa disse que vai suprimir os voos com rota sobre Ormuz e Golfo Pérsico, mas que vai manter as ligações com a capital do Irão.

 

A empresa Etihad, de Abu Dabi informou que depois do incidente vai aplicar um "plano de contingência" que prevê evitar o espaço aéreo iraniano no Golfo Pérsico e Ormuz.

 

A australiana Qantas anunciou também que vai definir novas rotas para não sobrevoar a mesma zona assim como a British Airways que vai tomar as mesmas medidas.

Ver comentários
Saber mais Companhias aéreas Estados Unidos Golfo Pérsico
Outras Notícias