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Ex-CEO da TAP diz que o seu despedimento foi "sobrevivência política" para Costa

Christine Ourmières-Widener usa as escutas a António Costa para dar título ao seu artigo de opinião, alegando que foi alvo de um despedimento político para salvar um Governo que veio a cair mais tarde.

Christine Ourmières-Widener , TAP
Christine Ourmières-Widener , TAP José Sena Goulão
22 de Janeiro de 2026 às 19:23

A ex-CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, assina um artigo de opinião no Expresso desta sexta-feira, 23 de janeiro, onde garante ter sido despedida para o Governo de António Costa não cair, criticando o facto de a sua saída ter acontecido "sem qualquer justa causa". Por isso mesmo, o artigo intitula-se "Ou ela ou nós", em referência a uma frase do então primeiro-ministro numa conversa com João Galamba após a indemnização milionária a Alexandra Reis.

"Não cito o então primeiro-ministro como ajuste de contas pessoal, mas como o marco exato em que a decisão deixou de ser orientada pela gestão da empresa e passou a responder a uma lógica de conveniência e sobrevivência política, culminando num despedimento sem qualquer justa causa", critica Ourmières-Widener no texto. 

Quase três anos após a demissão da companhia aérea portuguesa, na sequência do relatório da Inspeção Geral das Finanças, a ex-CEO da TAP lança críticas ao Executivo de António Costa, recordando que foi contratada para liderar a empresa e que a colocou com as contas no "verde", mesmo com um salário baixo face ao desafio de tomar "decisões difíceis e impopulares", nomeadamente despedimentos, o fecho da manutenção no Brasil e a negociação do plano de reestruturação com Bruxelas.

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