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SATA recusa sacrificar acordo com 1.200 trabalhadores por causa de um sindicato

O presidente do Conselho de Administração da SATA afirmou na quinta-feira que a empresa não pode pôr em causa um acordo que assinou com 1.200 trabalhadores por causa de um sindicato.

SATA
SATA Correio da Manhã
27 de Junho de 2014 às 01:22

Luís Parreirão falava durante uma audição no parlamento dos Açores, a pedido do CDS-PP, por causa do conflito com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), que tem em curso a quinta greve na transportadora aérea.

O SINTAC recusa aceitar o acordo que a administração da empresa assinou no ano passado com os restantes sindicatos, reivindicando a compensação dos cortes salariais do orçamento do estado de 2013, como acontece na TAP.

Luís Parreirão sublinhou que a empresa assinou um entendimento com todos os sindicatos que na altura representavam trabalhadores da SATA e que os compensava parcialmente pelos cortes a troco de "contrapartidas" nível da flexibilização de horários.

Quando depois um grupo de trabalhadores mudou de sindicato para o SINTAC e rejeitou o acordo, deixou de dar essas "contrapartidas" à empresa que, por sua vez, também não lhes pagou a correspondente compensação.

Segundo Parreirão, a administração reuniu-se com cada um desses trabalhadores, a quem explicou as consequências da sua decisão, tendo todos eles assinado "um documento" em que declaravam rejeitar o acordo em causa.

O administrador destacou ainda que tem negociado com o SINTAC desde o ano passado, mas não pode atender à sua reivindicação de ser aplicado na SATA o acordo conseguido na TAP, por isso nunca ter sido possível, a nível legal, e por haver um acordo com o resto dos trabalhadores.

Também o secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, ouvido na mesma audição, questionou se "seria justo" que um grupo de trabalhadores da SATA recebesse "o mesmo que outros" sem "o acréscimo de trabalho" que ficou acordado e que os restantes colaboradores estão a respeitar.

A direcção do SINTAC anunciou na quinta-feira, depois de ter sido ouvida na mesma comissão parlamentar, que vai apresentar uma queixa no tribunal de trabalho contra a SATA, se não for possível chegar a um entendimento com a transportadora aérea dos Açores.

"Os trabalhadores tinham evoluído ao abrigo das regras do acordo da empresa e, entretanto, pela via do conflito que se gerou à volta deste memorando [entre a plataforma de sindicatos e a companhia aérea], os trabalhadores mudaram de sindicato e nessa mudança de sindicato a empresa entendeu que havia condições para regredir as carreiras quando as regras do acordo da empresa e até a lei geral não permite que se retirem valores já pagos", afirmou o dirigente sindical Filipe Rocha.

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