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TAP, Galp e ANA assinam acordo para fornecer combustíveis sustentáveis para aviação

Para assinalar o acordo, partiu esta tarde de Lisboa com destino a Ponta Delgada o primeiro voo em Portugal abastecido com SAF, com o combustível a incorporar 39% de matéria de origem renovável.

Tiago Petinga / Lusa
Lusa 22 de Julho de 2022 às 21:34
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A TAP, a Galp e a ANA -- Aeroportos de Portugal assinaram esta sexta-feira uma parceria estratégica para descarbonização do transporte aéreo em Portugal, com o desenvolvimento, produção e fornecimento de combustíveis sustentáveis para aviação, em larga escala.

O acordo assinado entre as três empresas, esta tarde no aeroporto de Lisboa, tem como objetivo promover a utilização de Sustainable Aviation Fuel (SAF) em larga escala, a partir de resíduos, óleos usados reciclados e outras matérias-primas sustentáveis.

Para assinalar o acordo, partiu esta tarde de Lisboa com destino a Ponta Delgada o primeiro voo em Portugal abastecido com SAF, com o combustível a incorporar 39% de matéria de origem renovável.

De acordo com as empresas, registou-se uma diminuição de 35% das emissões totais de CO2 neste voo.

Numa primeira fase, o SAF utilizado nos voos da TAP vai ser fornecido pela produtora finlandesa Neste, mas a Galp quer passar também a ser produtora.

O presidente executivo (CEO) da Galp, Andy Brown, indicou, em conferência de imprensa, que o objetivo é passar a produzir SAF, tendo a intenção de iniciar a produção de uma unidade no próximo ano.

Andy Brown defendeu que a aviação é uma das áreas onde é "mesmo necessário parcerias" para a transição energética.

Também o CEO da ANA, Thierry Ligonnière, defendeu que "na aviação pode promover-se a mobilidade positiva, reduzindo-se significativamente a [...] pegada ambiental".

"Estamos entusiasmados por no futuro vir a ser possível abastecer aviões nos nossos aeroportos com SAF, que é crucial para podermos atingir o objetivo de todos, a neutralidade até 2030", disse.

"A transição só acontece se trabalharmos juntos", afirmou a CEO da TAP, que garantiu que a empresa está "comprometida" em reduzir a pegada de emissões.

Os responsáveis não deram detalhes sobre o impacto financeiro da aposta, nem os volumes de combustível envolvidos.


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