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Greve dos comboios de sexta-feira deve ter paralisação total

Na sequência da decisão unânime do tribunal arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social (CES), na próxima sexta-feira, dia em que haverá greve dos trabalhadores da CP, não serão disponibilizados serviços mínimos, o que significa que deva haver paralisação total dos comboios.

Miguel Baltazar
Negócios com Lusa 04 de Dezembro de 2018 às 18:25
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A greve dos comboios agendada para a próxima sexta-feira não terá serviços mínimos, o que significa que haverá uma paralisação total dos transportes ferroviários. Segundo noticia o Expresso, o tribunal arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social (CES) decidiu que não vai haver serviços mínimos no próximo dia 7 de Dezembro. 

Para este dia está marcada uma greve de 24 horas dos trabalhadores da CP, EMEF e 
Infraestruturas de Portugal (IP), que exigem a melhoria das respectivas condições de trabalho. Ainda de acordo com o Expresso, os três membros do tribunal arbitral decidiram, por unanimidade, estabelecer "serviços mínimos residuais", uma figura que não prevê a circulação de passageiros, assegurando somente a chegada ao destino dos comboios que tenham iniciado marcha antes do início da greve.

Antes, a CP já havia alertado para "fortes perturbações" na circulação de comboios, na sexta-feira devido, à greve, prevendo supressões a nível nacional em todos os serviços.

 

Numa informação enviada aos passageiros por 'email', a CP refere que, "por motivo de greve convocada por diversas organizações sindicais, preveem-se supressões de comboios a nível nacional em todos os serviços no dia 7 de Dezembro".

 

A transportadora refere que "não serão disponibilizados transportes alternativos" e que, "caso venham a ser definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social", actualizará a informação prestada aos passageiros.

 

A CP diz que permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos, para os passageiros que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta.

 

"Estes pedidos devem ser apresentados nas bilheteiras ou no formulário de contactos, até 10 dias após terminada a greve", detalha a transportadora rodoviária.

 

Os trabalhadores da CP, da EMEF e da Infraestruturas de Portugal (IP) vão fazer uma greve de 24 horas na sexta-feira, em defesa da negociação de melhores condições de trabalho.

 

"Decidimos fazer esta greve no mesmo dia nas três empresas porque o Governo continua a não dar resposta a uma reivindicação comum que é a de negociar melhores condições para estes trabalhadores", disse à agência Lusa José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e comunicações (FECTRANS), no dia 20 de Novembro.

 

O sindicalista lembrou, na altura, que o Governo nem sequer está a cumprir os acordos que tinha estabelecido com os sindicatos no sentido de ser desenvolvida uma negociação com vista a dar resposta às reivindicações dos trabalhadores, que têm levado à concretização de várias greves ao longo do ano.

 

Referiu, como exemplo, o acordo estabelecido em Fevereiro para a CP, que previa a negociação de medidas para entrarem em vigor em Outubro, mas que não resultou em nada, dado que não houve reuniões entre Abril e 14 de Novembro, data em que ainda não foram apresentadas propostas.

 

A greve foi decidida após a realização de plenários em vários pontos do país.

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