Transportes Portos portugueses estão a movimentar menos carga em 2019

Portos portugueses estão a movimentar menos carga em 2019

A carga movimentada nos portos entre janeiro e abril desceu 0,1% para 29,8 milhões de toneladas, impactada pelo volume de importações de petróleo bruto, indicou hoje a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).
Portos portugueses estão a movimentar menos carga em 2019
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 12 de junho de 2019 às 09:54

"A carga movimentada no período de janeiro a abril de 2019 revela um comportamento positivo para os portos de Leixões, Aveiro e Setúbal, que não conseguiram, no entanto, anular o desempenho negativo dos restantes, tendo, assim, este período fechado com um volume global de 29,8 milhões de toneladas, inferior em -32,8 mil toneladas (mt) ao seu homólogo de 2018, isto é, traduzindo um recuo ligeiro de -0,1%", lê-se no relatório de acompanhamento do mercado portuário, referente a abril deste ano. 

 

De acordo com a AMT, esta evolução deveu-se, maioritariamente, ao facto de o "volume de importações de petróleo bruto ter diminuído -- 914,9 mil toneladas".

 

No período em causa, "Leixões e Aveiro atingiram as melhores marcas de sempre, após crescimento de 4,7% (+294 mt) e 1,7% (+30,3 mt)", enquanto Setúbal registou um acréscimo homólogo de 8,4% (+182,5 mt). 

 

Os restantes portos registaram comportamentos negativos, destacando-se Lisboa, Sines e Figueira da Foz, que cederam, respetivamente, 7,1%, 1% e 14,7%.

 

Registaram-se igualmente quebras em Viana do Castelo (-0,4%) e em Faro (-27%).

 

"O comportamento dos portos de Sines e de Leixões foi significativamente influenciado no sentido negativo pela diminuição das importações de Petróleo Bruto num total respetivo de -717,9 mt (-24,1%) e de -197 mt (-13,1%) e no sentido positivo pelo aumento da movimentação de Produtos Petrolíferos (que em termos globais ultrapassou 6 milhões de toneladas, o maior valor de sempre) em +439,4 mt (+11,9%) e +88,8 mt (+8,1%)", explicou a AMT.

 

Por sua vez, no segmento dos contentores o sistema portuário do Continente atingiu, entre janeiro e abril, cerca de 960,5 mil TEU (medida padrão para calcular o volume dos contentores), mais 3,7% do que em igual período do ano anterior.

 

Nesta área destaca-se Leixões que registou "a melhor marca de sempre" após uma variação de 13,2%.

 

"Dos portos onde este tráfego se processa com regularidade apenas Lisboa regista um recuo de -4%, tendo a Figueira da Foz crescido +15,1%, Setúbal +1% e Sines +2,4%", apontou a autoridade dos transportes.

 

Já o movimento de navios, nos primeiros quatro meses do ano, refletiu um decréscimo do número de escalas de -1% face ao período homólogo de 2018, bem como uma subida de 4,3% em volume de arqueação bruta, fixando-se assim em 3.427 escalas e 64,5 milhões, respetivamente. 

 

Os portos do Douro, leixões e Aveiro atingiram o volume de arqueação bruta "mais elevado de sempre" com 11,4 milhões e 1,94 milhões, refletindo crescimentos de 13,7% e 3,1%, enquanto a quota mais significativa do número de escalas registou-se nos portos de Douro e Leixões que representa 24,5% do total, seguido de 23,3% em Lisboa, 20% em Sines, 15,6% em Setúbal e 10% em Aveiro. 

 

"Atendendo ao sentido da movimentação da carga, constata-se que o desempenho global positivo a que se assistiu no período janeiro-abril de 2019 resultou da conjunção de variações positivas nos desembarques e de variações negativas nos embarques, com taxas de variação respetivas de +0,6% e de -1,2%, correspondentes a +113 mt e a -146 mt", lê-se no documento.

 

Segundo a AMT estas variações representam o saldo de variações positivas e negativas registas pelos mercados relevantes, "sendo que o saldo de carga embarcada corresponde a um diferencial entre um total de variações positivas que totalizam 750,6 mt, respeitantes a 23 mercados, e um total de quebras de 896,4 mt, registadas por 19 mercados". 

 

Na carga desembarcada, por seu turno, o saldo resulta de um total de acréscimos de 1,6 milhões de toneladas, obtidos por 26 mercados, e um total de quebras de 1,5 milhões de toneladas, registadas por 17 mercados com comportamento negativo.

 

Do comportamento positivo dos mercados relevantes no âmbito das operações de embarque, ressaltou o da carga contentorizada em Leixões e Sines, com acréscimos respetivos de 21,1% e 3,1%, correspondentes a 211 mt e 109 mt.

 

Por último, no que respeita às operações de desembarque, destacou-se a variação observada nos produtos petrolíferos em Sines, que avançaram 57,3%, seguido pelo mercado de outros granéis líquidos em Sines que, representando 8,6% do total de acréscimos registou um aumento de +368%, e também o de produtos petrolíferos em Leixões, com uma variação de +30,6%. 

 




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