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Taxistas exigem apoios para travar impacto da escalada dos preços do gasóleo

Federação Portuguesa do Táxi alerta que a escalada dos combustíveis coloca em risco a "sobrevivência de milhares de profissionais" e a continuidade do serviço público fora dos grandes centros urbanos.

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taxi transportes DR
13:22

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) alerta que a escalada do preço dos combustíveis "está a colocar em risco a sobrevivência de milhares de profissionais e a continuidade do serviço público em muitas zonas do país".

Em comunicado, enviado esta sexta-feira às redações, a FPT defende "três medidas imediatas". A primeira passa, desde logo, pela criação, à semelhança do que existe para o transporte de mercadorias, de um "gasóleo profissional do táxi", com reembolso parcial do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).

Além disso, reivindica também "um programa anual de apoio ao combustível para o táxi, via Fundo Ambiental, com montante por viatura alinhado com o esforço feito para os autocarros".

E, por fim, a FPT, que é membro da confederação europeia do táxi, pede um "reforço dos apoios à descarbonização, com mais verbas para táxis de baixas emissões e pontos de carregamento dedicados".

"Sem estas medidas estruturais, o país arrisca perder o serviço público do táxi, nomeadamente fora dos grandes centros urbanos, ou seja, onde é fundamental para a coesão social e territorial", alerta.

A partir de segunda-feira, os preços dos combustíveis vão voltar a disparar, com , revelou fonte do setor ao Negócios, explicando que a média final só fica fechada ao final do dia e poderá haver alterações.

Com esta nova atualização, o preço médio do gasóleo simples poderá aproximar-se dos 1,922 euros por litro, enquanto o da gasolina simples 95 deverá rondar os 1,886 euros, tendo por base os valores divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

Em face das previsões, o, haverá uma redução de 1,4 cêntimos por litro de gasóleo e de 2,7 cêntimos por litro de gasolina.

Com uma subida acima de dez cêntimos, a gasolina, que , passa agora também a contar com uma redução na taxa unitária.

"Assim, aplicar-se-á um desconto extraordinário e temporário no ISP sobre o gasóleo rodoviário no valor de 1,4 cêntimos por litro, e na gasolina sem chumbo no valor de 2,7 cêntimos por litro, devolvendo aos contribuintes a receita adicional do IVA que seria arrecadada pelo Estado com este aumento", explica, na mesma nota.

O Ministério liderado por Miranda Sarmento sublinha que à redução do ISP acresce ainda a incidência do IVA, "pelo que o desconto real sentido pelos contribuintes será de 1,8 cêntimos por litro, no caso do gasóleo rodoviário e de 3,3 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo".

O Governo sublinha ainda que sem esta redução, "e de acordo com informações obtidas junto do setor, a partir da próxima segunda-feira, o preço do gasóleo rodoviário subiria 9,8 cêntimos por litro e a gasolina sem chumbo aumentaria 10,5 cêntimos por litro".

Esta nova redução do ISP é cumulativa com a da semana anterior, quando só o ISP do gasóleo tinha sofrido uma redução.

Contas feitas, e considerando a incidência do IVA, o desconto acumulado nos combustíveis é de 6,1 cêntimos no gasóleo e 3,3 cêntimos na gasolina "face aos preços da semana de 2 a 6 de março", segundo a mesma informação.

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