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Trabalhadores da Carris voltam a estar em greve no dia 22

Os trabalhadores da Carris, que realizam na sexta-feira uma greve de 24 horas contra a subconcessão da empresa, entregaram já outro pré-aviso de greve para 22 de Abril, revelou fonte sindical.

Bruno Simão/Negócios
08 de Abril de 2015 às 18:43

Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), disse que o sindicato entregou um pré-aviso de greve para que os trabalhadores da rodoviária da Grande Lisboa possam participar na marcha de luta contra a subconcessão de algumas empresas de transporte, marcada para 22 de Abril.

"A forma de participação da Carris na marcha está definida que será através de greve. A greve será para os trabalhadores poderem participar nesta jornada de luta", afirmou o sindicalista.

A entrega deste pré-aviso de greve, para uma quarta-feira, foi confirmada também por fonte da empresa.

Os trabalhadores da Carris, do Metropolitano de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa (responsáveis pelas ligações fluviais no Tejo) anunciaram a realização, a 22 de Abril, em Lisboa, de uma marcha "contra a privatização" daquelas quatro empresas de transportes.

A marcha, marcada para as 10:00, terá início no Cais do Sodré e os trabalhadores convidam "as autarquias da região [de Lisboa] e, em particular, os seus presidentes, as comissões de utentes e todas as entidades e pessoas que se identifiquem com defesa de um serviço público de transportes e que se oponham à privatização destas empresas" a participar.

Na próxima sexta-feira, os trabalhadores da Carris realizam uma outra greve de 24 horas, marcada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), também contra a subconcessão da empresa, que está actualmente em concurso público.

Para o mesmo dia estava marcada uma greve no Metropolitano de Lisboa que foi hoje adiada para a sexta-feira seguinte, 17 de Abril, adiamento que Anabela Carvalheira, da Fectrans, justificou com a falta de segurança devido à obrigatoriedade de serviços mínimos decretados na terça-feira pelo tribunal arbitral do Conselho Económico e Social.

No caso da Carris, o tribunal arbitral decidiu como serviços mínimos para sexta-feira o "funcionamento do transporte exclusivo de cidadãos portadores de deficiência de acordo com o regime normal em vigor", bem como o "funcionamento das carreiras 703 [Charneca do Lumiar-bairro de Santa Cruz] e 751 [Linda-a-Velha-Estação de Campolide]".

De acordo com a Fectrans, os representantes dos trabalhadores das empresas que participam na marcha de dia 22 estiveram reunidas na terça-feira e decidiram também "realizar uma exposição ao Tribunal de Contas (acompanhada de um pedido para uma audiência urgente) e tornar público o conteúdo dessa exposição de denúncia dos mecanismos da parceria público-privada".

Decidiram ainda "lançar uma petição pública contra a privatização do Metro e da Carris, bem como de qualquer decisão nesse sentido que venha a ser tomada para a Transtejo e Soflusa".

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