Companhias aéreas sobem preços dos bilhetes e cobram mais por assentos e bagagens
A escalada do conflito no Médio Oriente está a alterar o equilíbrio económico das companhias aéreas, com o preço do combustível, que representa entre 35% e 40% dos custos operacionais, a disparar e a forçar uma revisão em alta das tarifas, avança o Público esta terça-feira. Várias transportadoras já avançaram com aumentos nos preços dos bilhetes e admitem novos ajustamentos ao longo dos próximos meses, numa tentativa de compensar o impacto da subida do querosene e proteger margens.
Além das tarifas, as companhias estão a reforçar receitas através de taxas adicionais, nomeadamente na bagagem de porão e na escolha de assentos, e a introduzir sobretaxas associadas ao combustível. Em paralelo, começam a surgir mudanças no modelo de "pricing", com algumas empresas a indexarem diretamente os preços ao custo energético. O efeito combinado da subida de preços e da proliferação de taxas está a tornar as viagens mais caras, mesmo quando a tarifa base não sobe significativamente.
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Ao mesmo tempo, o setor ajusta a oferta face à incerteza, com cancelamentos de voos e cortes de capacidade em várias regiões. Entre rotas afetadas pelo conflito, gestão de consumo de combustível e menor rentabilidade, companhias europeias e internacionais já anunciaram reduções significativas na operação para os próximos meses, num movimento que tende a pressionar ainda mais os preços num período de elevada procura.
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