Estrangeiros dão gás às dormidas em março
Portugal recebeu 2,3 milhões de hóspedes em março deste ano, beneficiando de um aumento de dormidas na ordem dos 1,4%. Foram registadas 5,6 milhões de dormidas, sustentadas, na sua maioria, pelo mercado externo.
"O crescimento das dormidas foi sustentado, exclusivamente pelo mercado externo, tendo as dormidas dos não residentes aumentado 2,9%, atingindo quatro milhões", indica o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, notando "o maior aumento desde maio de 2025". Por sua vez, as dormidas de não residentes caíram 2,3% em março, depois de uma subida homóloga no mês anterior, tendo totalizado 1,6 milhões de noites.
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O gabinete estatístico evidencia ainda que estes dados podem ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, por causa da mexida do Carnaval e da Páscoa. A Páscoa calhou nos primeiros dias de abril em 2026, mas a estimativa é que os estrangeiros tenham passado uma semana de férias, chegando ao território nacional nos últimos dias de março.
Em março, os proveitos totais atingiram os 432,9 milhões de euros, enquanto os de aposento ascenderam a 319,2 milhões de euros, significando aumentos de 6,6% e 5,9%, respetivamente. Os proveitos aceleraram o seu crescimento quando comparado com o mês anterior, quando se tinham observado subidas de 4,2% e 3,7%, pela mesma ordem.
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O mercado britânico continuou o líder indisputável na quota de dormidas em março de 2026, e contrariou a trajetória que vinha a ser observada há sete meses. O número de dormidas dos britânicos cresceu 2,2%, depois de sete meses consecutivos em queda e uma descida de 4,1% em fevereiro. Esta subida pode estar relacionada como um dos efeitos da guerra sentida no Médio Oriente, uma vez que as agências de viagens do Reino Unido apontavam um desvio de um elevado número de turistas britânicos para Portugal, como alternativa ao Dubai.
Também o mercado alemão cresceu, registando um aumento de 9,2%, e o mercado norte-americano subiu 5,1%, a um ritmo ligeiramente menos acelerado do que em fevereiro. Os mercados irlandês e espanhol destacaram-se ao registar os maiores aumentos, na ordem dos 16,2% e 14%, respetivamente. Por sua vez, as dormidas do mercado brasileiro recuaram 7%.
Em março, o Norte e o Alentejo sentiram um aumento do número de dormidas, em 8,5% e 7,2%, pela mesma ordem. Estas foram também as escolhas dos turistas estrangeiros no território nacional, uma vez que foram observados crescimentos de 13,5% no Alentejo durante março e de 12% no Norte. Também os residentes viram aumentos nestas duas regiões, mas em menor instância: crescimento de 3,9% no Alentejo e de 2,9% no Norte.
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Por sua vez, os residentes em Portugal continuaram a preferir o Algarve. As dormidas nesta região cresceram 3,2% em março, enquanto nos estrangeiros subiu 4%.
Outro destaque do INE vai para um aumento ligeiro da estada média, que se fixou em 2,42 noites. Os valores mais elevados mantiveram-se na Região Autónoma da Madeira e no Algarve, com o registo de 4,07 e 3,58 noites, respetivamente. Também a Região Autónoma dos Açores registou valores acima da média, na ordem das 2,89 noites.
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A Madeira (62,8%) e a Grande Lisboa (52,4%) apresentaram as taxas de ocupação-cama mais elevadas, enquanto os valores mais baixos foram observados no Oeste e Vale do Tejo (24,9%) e no Centro (25,4%), de acordo com os mesmos dados. Com isso, o rendimento médio por quarto disponível atingiu os 49,7 euros, num crescimento de 1,9%, enquanto o rendimento por quarto ocupado se fixou em 98,6 euros, uma subida de 2,9%.
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