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Há uma tentação política perigosa em Portugal, partilhada quer pelo governo, quer pela oposição: o abuso da segurança social para medidas populares que rendem votos junto do segmento eleitoral mais poderosos do país, os reformados. Garantir a estabilidade futura do sistema de pensões deve ser um imperativo nacional; por isso, é um jogo muito perigoso usar verbas, que deviam ser para pagar as pensões no futuro, com medidas populistas para efeito de curto prazo.

O risco do populismo com pensões

Há muita gente qualificada que está em funções e desempenha trabalhos onde as suas capacidades não são aproveitadas e isso significa uma importante perda salarial face ao seu potencial. No país em que o turismo é um motor da economia, há pessoas a trabalhar na restauração com uma perda salarial de quase um terço.

Qualificados e mal pagos

Desde o ano 2000 que se contam pelos dedos de uma mão os anos em que o país registou um crescimento sólido do PIB, acima de 3%, e mesmo assim os dados de 2021, 2022 e 2023, são fruto da simples reabertura da economia após o apagão decretado em 2020 por causa da pandemia. A regra desde a entrada no euro tem sido a de uma longa estagnação, um “ramerrame” a que parecemos habituados e que, a longo prazo, se traduzirá num perigoso empobrecimento. Muita gente fala disto, mas não há coragem, nem condições políticas, para remédios com efeitos de longo prazo, que no primeiro impacto podem desagradar a muita gente.

O país do “ramerrame”

O governo superou as previsões em 2025 ao conseguir um excedente de 0,7% do PIB, uma folga que nenhuma instituição tinha previsto. Mas em vez de se limitar a celebrar o feito, o ministro das Finanças aproveitou para criticar as instituições que tinham apontado resultados mais modestos. Houve até tentativas de vingança no parlamento. Um erro crasso, que esta semana teve resposta à altura da presidente do Conselho de Finanças Públicas.

Tentativa de vingança

No ano passado o governo usou o IRS como arma eleitoral e baixou substancialmente as retenções na fonte, ampliando o efeito psicológico de um ligeiro corte no imposto. Agora chega o acerto de contas e a maioria dos contribuintes conclui que os reembolsos já não são como antigamente e vão ter de pagar mais ao Fisco. Em matéria fiscal não há milagres neste país.

A descida do IRS que não se nota

A subida de combustíveis provocada pela guerra é um duro golpe para a economia portuguesa. A pressão inflacionista prejudica-nos a todos, mas muitas empresas têm ainda outro obstáculo: a diferença de 40 cêntimos por litro no preço do gasóleo face a Espanha favorece os concorrentes do outro lado da fronteira, com rede logística lá, que podem vir pôr os seus produtos e serviços mais baratos face aos seus competidores locais.

Gasóleo agrava vantagem espanhola

Tal como há seis anos, quando foi conhecido o primeiro excedente da democracia, o mundo mergulhou no apagão provocado pela pandemia, esta semana tivemos a notícia de um extraordinário saldo nas contas públicas. Mas este ciclo positivo está novamente ameaçado, desta vez por uma guerra no golfo pérsico, que sobe os preços e trava a economia. Há demasiadas nuvens negras no horizonte que podem voltar a trazer a crise económica e os malditos défices.

Excedente antes da guerra

O mundo está perigoso. Esta guerra louca que os Estados Unidos e Israel lançaram no Médio Oriente tem interesse estratégico para o Governo israelita, enriquece fornecedores de armas e especuladores, mas empobrece o mundo. A dimensão do arrefecimento económico depende da duração da guerra e do tempo de duração bloqueio de Ormuz e da produção de petróleo e gás no golfo Pérsico. Oxalá acabe depressa, para evitar consequências mais terríveis para milhões de pessoas.

O impacto da guerra louca

A intervenção americana e israelita no Irão criou-nos mais um desafio. O bloqueio do estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas petrolíferas no golfo Pérsico estão a causar um agravamento incomportável do preço do crude, que, se continuar por muitas semanas, arrastará a Europa para o inferno da estagflação.

O perigo da estagflação

O mundo está perigoso e a intervenção dos EUA e de Israel é mais um ataque direto ao nosso bolso. Depois de termos pago de forma muito cara a invasão russa da Ucrânia, preparamo-nos agora para sofrer mais um brutal impacto causado por uma guerra. O petróleo ainda é o motor que faz andar o mundo e o agravamento do seu preço provoca danos na inflação.

Guerra no Irão ataca o nosso bolso

Luís Montenegro surpreendeu com a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna. Mas o primeiro-ministro apenas substituiu um governante por outro, não fez a remodelação necessária para tornar o executivo mais forte. Talvez seja por falta de opções e dos melhores quadros não estarem disponíveis para os constrangimentos pessoais que implica ir para um cargo governativo, mas o primeiro-ministro comete um erro ao insistir, sem substituições, numa equipa que não está a ganhar.

Governo precisa de remodelação

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