Desde o ano 2000 que se contam pelos dedos de uma mão os anos em que o país registou um crescimento sólido do PIB, acima de 3%, e mesmo assim os dados de 2021, 2022 e 2023, são fruto da simples reabertura da economia após o apagão decretado em 2020 por causa da pandemia. A regra desde a entrada no euro tem sido a de uma longa estagnação, um “ramerrame” a que parecemos habituados e que, a longo prazo, se traduzirá num perigoso empobrecimento. Muita gente fala disto, mas não há coragem, nem condições políticas, para remédios com efeitos de longo prazo, que no primeiro impacto podem desagradar a muita gente.