Governo quer novas rotas e receitas do turismo a crescer em 2026

O setor do turismo deve apostar em novos mercados para combater o arrefecimento do crescimento que já se verificou em 2025. O secretário de Estado do Turismo vê receitas a crescer 5% este ano.
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Foto: Mariline Alves Pedro Machado secretário de Estado do Turismo Foto: Mariline Alves Pedro Machado secretário de Estado do Turismo
Inês Pinto Miguel 10:48

O turismo continua a alavancar a economia nacional e o Governo quer que este setor continue a mexer. Depois de receitas recorde em 2025, o Governo está preparado para que os contributos financeiros mantenham a rota ascendente, mesmo que se sinta um ligeiro abrandamento. O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, abordou, na conferência Visit Portugal, a necessidade de apostar em novas rotas.

"Temos 400 a 450 mil pessoas diretamente empregadas pelo turismo e são mais de um milhão de forma indireta. É mito que estejamos demasiado dependentes do turismo. Este setor tem um peso direto de 12% no PIB e sobe até aos 20% do PIB se contabilizarmos toda a envolvência", afirmou Pedro Machado. 

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Mas isso pode não chegar, especialmente num momento em que o crescimento já mostrou sinais de arrefecimento. A aposta, reforçou o secretário de Estado, está na "oferta surpreendente" que o país pode continuar a fazer e na transformação dos mercados emissores. "Temos capacidade de atrair novos mercados emissores, novas rotas e reforçar o investimento da promoção externa de Portugal", disse o governante na Estufa Fria, em Lisboa. 

Queremos novas rotas. Queremos conquistar a América Latina, que se têm mostrado mercados emissores importantes. Pedro Machado
Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

Para já, garante, janeiro foi positivo. Ainda sem dados concretos, que só serão apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística no final de fevereiro, Pedro Machado afirmou que o arranque de 2026 foi mais positivo do que no ano passado e que a expectativa é que se possam atingir novos máximos. "Esperamos que possamos crescer 2% a 2,5% no fluxo de turistas e entre 5% e 5,5% em receitas", sustentou. 

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E como é que tal será possível? "Queremos novas rotas. Queremos conquistar a América Latina, que se têm mostrado mercados emissores importantes. Sabemos que, neste momento, a situação no México não é a melhor, mas vemos mercados importantes no México e na Argentina".

"Precisamos de reforçar a conectividade do país. Só desta forma é que podemos ajustar o arrefecimento dos mercados tradicionais", destacou. O mercado britânico, por exemplo, continua a liderar as dormidas e chegadas de turistas, mas o seu peso está a cair, e o mesmo se está a observar com o mercado francês.

5,5Receitas
Pedro Machado está confiante que as receitas turísticas vão crescer até 5,5% este ano.

A ideia de apostar nos mercados que estão mais longe não é nova, e essa premissa já se tem verificado nos últimos dois anos, especialmente com a chegada dos turistas dos Estados Unidos, que se tornaram o terceiro maior mercado emissor para Portugal, ainda que com maior predominância em Lisboa.

Agora, e de acordo com as declarações de Pedro Machado, o objetivo será descer ligeiramente a nível geográfico para chegar à América Latina. A ideia de já tinha sido revelada pelo diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, António Valle, ao Negócios. Para já, Pedro Machado está confiante para este ano: "estou absolutamente convicto que, apesar das vicissitudes, em 2026 vamos superar 2025".

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