Meliá também cede à pressão de Trump e abandona gestão de 15 hotéis em Cuba

Cadeia hoteleira espanhola vai deixar de explorar 15 das 34 unidades que tem na ilha por causa de tensões económicas e geopolíticas. Iberostar fez o mesmo esta semana.
Foto de arquivo do Meliá Las Americas, em Varadero, Cuba
Peter Zimmermann / Associated Press
Diana do Mar 10:59

A Meliá, a cadeia hoteleira com maior presença em Cuba, vai deixar de explorar 15 unidades em Cuba, ou seja, quase metade dos 34 ativos que tem na ilha.

O anúncio foi feito, esta quarta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários de Espanha (CNMV), como escreve o .

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"Face aos acontecimentos e circunstâncias que sucederam no contexto geopolítico social, jurídico e económico da República de Cuba, a sociedade, no âmbito do seu exercício continuado de avaliação de riscos, informa que a sua filial, a entidade portuguesa Ilha Bela, adotou a decisão de concluir de forma imediata a prestação dos serviços de gestão e comercialização, assim como a cessão de uso de nossas marcas hoteleiras, em relação a 15 hotéis, todos eles localizados na República de Cuba", indicou a empresa, no comunicado à CNMV.

A decisão é conhecida um dia depois de se ter ficado a saber que pertencentes à Gaviota, subsidiária hoteleira da Gaesa, o conglomerado militar que controla mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, alvo da administração norte-americana liderada por Donald Trump.

As duas cadeias hoteleiras estão presentes na ilha desde o início da década de 1990.

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Os Estados Unidos têm elevado a pressão sobre Cuba e ameaçaram sancionar todas as empresas que mantenham negócios com a Gaesa, a partir de sexta-feira, dia 5.

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