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Iberostar abandona 12 dos 18 hotéis em Cuba devido à ameaça de sanções dos EUA

Esta foi a reação da cadeia hoteleira à ameaça dos EUA de sancionar todas as empresas que fazem negócios com a Gaesa, o conglomerado militar que controla mais de metade do PIB de Cuba.

EUA ameaçaram com sanções empresas que fazem negócios com a Gaesa, que controla mais de metade do PIB de Cuba.
EUA ameaçaram com sanções empresas que fazem negócios com a Gaesa, que controla mais de metade do PIB de Cuba. Ernesto Mastrascusa / Lusa - EPA
09:57

Iberostar decidiu deixar de gerir 12 de 18 hotéis em Cuba, pertencentes à Gaviota, subsidiária hoteleira da Gaesa, o conglomerado militar que controla mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, alvo da administração norte-americana liderada por Donald Trump.

Iberostar é a segunda maior cadeia hoteleira em número de unidades em Cuba, onde está presente desde 1993.  

A informação foi avançada, esta terça-feira, pelo  que explica que a decisão não foi confirmada diretamente pela empresa das Baleares. Veio a público através de um comunicado de um dos seus fornecedores na ilha, o operador turístico argentino Sudameria, em que a Iberostar dá conta sobre a suspensão das operações.

No comunicado, a empresa atribui a decisão às sanções impostas pela administração Trump. "No âmbito de um processo de adaptação ao ambiente regulamentar internacional e com o objetivo de preservar os padrões de qualidade, conformidade e gestão que distinguem a empresa, a Iberostar Cuba Hotels & Resorts anunciou que vai encerrar as operações e a comercialização de um grupo de hotéis em Cuba a partir de 1 de junho de 2026".

Os Estados Unidos ameaçaram sancionar todas as empresas que mantenham negócios com a Gaesa, a partir de sexta-feira, dia 5.

Esta decisão da Iberostar - que tem dois hotéis em Portugal (Lisboa e Algarve) - eleva a pressão sobre a Meliá, a outra empresa sinalizada por Washington por ser a cadeia hoteleira com o maior número de ativos em Cuba.

De acordo com o jornal espanhol, o gigante hoteleiro optou por não se pronunciar, neste momento, sobre o futuro em Cuba dado o elevado nível de incerteza. Contudo, escreve o diário, a combinação de cortes de energia, dificuldades no fornecimento de alimentos e bebidas e a perda de ligações aéreas com o Canadá (o seu maior mercado emissor) resultou no encerramento de metade dos seus hotéis devido à falta de procura.

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