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Hotelaria recusa baixar preços "sustentados pela procura"

Cristina Siza Vieira admite que o setor não vai mexer nos preços quando há procura. No entanto, em caso de mudanças geopolíticas, Portugal poderá ter de apertar o cinto para uma concorrência "complexa" com Espanha.

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Baixar preços? 'Procura tem sustentado', garante AHP
21:00

O setor da hotelaria não vê necessidade em baixar os preços, num momento em que se prevê o abrandamento do crescimento. Em entrevista ao Negócios e à Antena 1 no programa Conversa Capital, Cristina Siza Vieira garante que não faz sentido reduzir os preços quando a procura está a acompanhar.

"Já se nota, sobretudo do verão para cá, uma relação de abrandamento em hóspedes e dormidas. A nível de receitas ou proveitos totais na hotelaria, não tanto. Conseguimos manter o preço, mas houve esta estabilização em alguns destinos", revelou a vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

"Não faz sentido baixarmos o preço porque a procura tem sustentado este preço. Faz sentido um equilíbrio, que é crescer menos em volume e mais em qualidade", assumiu, adiantando que se está a assistir a uma mudança no pódio das nacionalidades devido à retração de alguns mercados emissores. 

Ainda sem sinais de alarme do turismo norte-americano, Cristina Siza Vieira não nega que o aeroporto Humberto Delgado e o sistema europeu de controlo de fronteiras têm sido pedras no sapato do turismo, com impacto direto na hotelaria.

Com a possibilidade de Donald Trump intensificar as tensões geopolíticas, a vice-presidente da AHP admite uma reorganização, com o bloco europeu a virar-se para si próprio. A preocupação recai em Portugal, uma vez que vai concorrer contra o seu vizinho ibérico.

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