Ir ao Polo Sul de carro é uma viagem rara e maravilhosa
Está à procura de um destino excelente e por explorar. Que tal ir bem para o sul, a ponto de chegar ao Polo Sul?
Em Novembro, tal será possível numa viagem de carro de aproximadamente duas semanas pela Antártida com a Explorations Company.
Parece arriscado? É apenas o início. Os viajantes terão a hipótese de escalar a montanha mais alta da Antártida, o monte Vinson (com 3.048 metros); cruzar a planície sobre esquis; e encontrar o lugar do planeta onde todos os 24 fusos horários se encontram e o tempo perde todo o sentido convencional. E, se der tudo certo, pode até mesmo tentar bater o recorde mundial da travessia antártica mais rápida.
Tudo isto faz parte de duas viagens exclusivas que receberão apenas seis viajantes cada — e custarão 165.000 dólares por pessoa.
"Este tipo de coisa simplesmente não se faz, e é por isso que esta viagem é tão especial", disse Nicola Shepherd, proprietária e directora da Explorations Company, cujo forte é vincular viajantes com conservacionistas de renome internacional nos lugares mais extravagantes do planeta, como Botsuana e Índia. Aqui na Antártida, está vinculada a especialistas do clima — que foram os que originaram estas viagens geladas.
A logística
O clima é apenas o primeiro de vários desafios (a temperatura pode facilmente rondar 50 graus negativos). Como os passageiros precisam de pelo menos 10 dias para realizar a travessia por terra de ida e volta ao Polo Sul, não é interessante optar por uma embarcação lenta para chegar à Antártida.
Em vez disso, viajam numa aeronave russa Ilyushin-76. Por fora, parece "um pouco com a morte", brincou Shepherd, mas é o modo mais confortável de cruzar o Estreito de Magalhães. Quando a aeronave pousa na pista coberta de gelo da Antártida, uma frota de jipes 6x6 está à espera para começar a verdadeira viagem.
Os veículos adaptados ao polo — uma frota de 19 veículos Toyota Hilux reequipados e abastecidos com um combustível especial que não congela — são da alçada da Arctic Trucks, uma companhia que organizou viagens para a Top Gear e a realeza britânica (o príncipe Harry usou-a na sua viagem de caridade ao Polo Sul em 2013 pela Walking With the Wounded).
Expedição
Mas esta viagem não oferece o mesmo que um hotel de luxo; é a expedição da sua vida. E, embora sejam calculados 10 dias do começo ao fim, nunca se sabe ao certo.
"Por mais que essa viagem seja vendida como turística, não são férias tranquilas e convencionais — é uma expedição", explicou Shepherd, em entrevista por telefone à Bloomberg de sua sede em Gloucestershire, Reino Unido. Para cada viajante no comboio, há cerca de quatro profissionais: médicos, pesquisadores e especialistas na região que sabem locomover-se pela paisagem completamente branca.
Os viajantes precisam passar por avaliações de aptidão física para garantir que conseguirão suportar as condições extremas.
Então, qual é o público-alvo? Gestores de fundos britânicos e banqueiros suíços foram os que reservaram até o momento.