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Sondagem Aximage: Cada vez mais portugueses planeiam abrir os cordões à bolsa com férias

Mais de um sexto dos portugueses pensa gastar mais nas férias este ano do que em 2017. Segundo uma sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, são 17,6% os inquiridos que planeiam alargar os cordões à bolsa para as férias.

Reuters
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 13 de Agosto de 2018 às 07:00
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Mais de um sexto dos portugueses pensa gastar mais nas férias este ano do que em 2017. Segundo uma sondagem da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã, são 17,6% os inquiridos que planeiam alargar os cordões à bolsa nas férias. Este é o valor mais elevado desde 2008, ainda antes da crise, tendo em conta os anos para os quais existem dados.

Mesmo assim, ainda há mais portugueses a pretenderem ser mais poupados com as férias (23,5%). Este número é inferior ao registado em 2008, quando 31,8% dos inquiridos indicava planear gastar menos do que no ano anterior.

Olhando para os últimos anos, verifica-se que a intenção de ser mais "mãos largas" nos gastos com as férias sofreu uma inversão após a chegada ao poder do actual Governo e da reversão de algumas das medidas de austeridade do anterior Executivo. Em 2015 a maioria (56,7%) dos inquiridos indicava pretender gastar menos do que no ano anterior, enquanto 28,7% estimava manter as despesas e apenas 8% pensava aumentar os gastos com as férias. No ano seguinte, o número de respostas no sentido de reduzir as despesas com as férias caiu para 28,5%, com 51,2% a dizer pretender gastar o mesmo e 14,9% a planear aumentar os gastos.

Com o início da crise, a partir de 2009, notou-se uma forte tendência de intenção de cortar nas despesas com as férias. Se em 2008 eram 31,8% os que planeavam ser mais poupados, no ano seguinte essa percentagem subiu para 47,5%. Em 2012, em pleno período de austeridade, eram mais de sete em cada dez (71,8%) os portugueses que diziam pretender gastar menos nas férias do que no ano anterior. Este valor foi descendo até 2015, embora mantendo-se acima dos 50%.

 O ano de 2012 foi também aquele em que menor número de inquiridos manifestava a intenção de aumentar as despesas com as férias: apenas 3,2%. Esta percentagem subiu ligeiramente em 2013, situando-se em 4%. Também o número de portugueses que disseram esperar gastar o mesmo valor que no ano anterior manteve-se estável: 23,7% em 2012 e 21% em 2013.

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